O Índice de Confiança dos Micro e Pequenos Empresários (IC-MPE) subiu 1,1 ponto em relação ao trimestre anterior, foi o que mostrou a última pesquisa realizada pelo Sebrae e Fundação Getúlio Vargas (FGV). O IC-MPE é calculado desde 2019, antes da pandemia.
Calculado pelo Sebrae, o IC-MPE combina o Índice de Situação Atual e o Índice de Expectativas dos setores do Comércio, Serviços e Indústria de Transformação. O levantamento aborda diversos aspectos, como demanda, produção, empregos e tendências de negócios. No primeiro trimestre de 2024, todos os segmentos apresentaram aumento: Comércio (+1,5), Serviços (+1,7) e Indústria (+1,4).
“Tivemos um primeiro trimestre positivo, com Comércio e Serviços puxando a alta na confiança dos empresários de pequenos negócios, que ficaram mais otimistas devido ao panorama favorável da economia de geração de empregos e redução na taxa de juros”, argumenta o presidente nacional do Sebrae, Décio Lima.
Para Damaris Keila Ferreira da Silva, empreendedora em um centro comercial de Montes Claros, o primeiro trimestre foi positivo. “Em comparação com o ano passado, foi muito bom. Não tenho do que reclamar. Para mim, foi bastante satisfatório. No ano passado, as pessoas ainda estavam temerosas por causa da pandemia, mas agora, com a estabilização da situação e a organização financeira das pessoas, este ano foi muito melhor”, conta
Damaris também menciona o aumento no número de empregos formais, o que para ela contribuiu para impulsionar ainda mais o comércio local. “Além do crescimento dos empregos com carteira assinada, muitos optaram por iniciar seus próprios negócios, contribuindo para o dinamismo financeiro da região”, acredita.
Glenn Andrade, presidente do Sindicato do Comércio (Sindcomércio) de Montes Claros, explica que empresários que não veem melhorias devem considerar a sazonalidade atual. “Há sim um período mais favorável para um segmento do que para outro. Nós estamos no meio do processo, acredito que nós vamos chegar num ponto positivo para o comércio em geral”, informa. Ele prevê que com a estabilização econômica, controle das taxas de juros e da inflação, os preços irão se estabilizar, permitindo melhores preços ao consumidor e impulsionando as vendas.
Andrade observa que a confiança dos empresários se baseia na queda da inflação, na redução das taxas de juros e no aumento, mesmo que modesto, porém constante, das vendas.
“Infelizmente há muita desinformação a respeito disso daí, mas, no final, quando se faz um balanço, um levantamento de geração de emprego e faturamento, as empresas estão sinalizando o fechamento positivo.”
*Com informações da Agência Sebrae