Audições, avaliações, dinâmicas de ensaios e apresentações fazem parte da maratona para os 250 inscritos no festival “Voz de Minas”, realizado pelo programa D’elas e Centro Universitário Funorte. Mas o ritmo acelerado não ficará restrito aos candidatos. Jurados que acompanharão todo o processo também têm um cronograma apertado daqui pra frente.

Um deles é Lucílio Mota, de 30 anos, que celebra 24 de música correndo nas veias norte-mineiras e seis de atuação profissional. Natural de Januária, ele reside em Montes Claros há 12 anos.

“O convite veio através de pessoas que já acompanham nosso trabalho há muito tempo, pessoas para as quais já tive a oportunidade de cantar e mostrar a minha verdade através da música. Me fizeram esse convite e prontamente aceitei”, conta o músico.

No currículo, a formação em Direito com pós-graduação em Direito Penal. Mas é a música quem canta no coração de Lucílio desde os 6 anos, quando ganhou do pai o primeiro violão.

“Venho de uma família de músicos e daí vieram os primeiros passos e as primeiras influências. Sou totalmente autodidata. Comecei, então, a criar um estilo próprio de cantar e de interpretar as músicas que gostava, e isso se mantém até os dias atuais”, diz.

O multi-instrumentista toca violão, guitarra, bateria e instrumentos percussivos. “Me senti honrado em poder ajudar e participar dessa que será, sem dúvida, uma das maiores oportunidades aos cantores profissionais e amadores de Minas Gerais. Com toda certeza, esse festival chegou em uma hora muito importante, momento onde passamos por uma instabilidade mundial, e ele veio para trazer energias boas e novas oportunidades”, conta.
 
PANDEMIA
A pandemia do coronavírus fez o silêncio. Essa falta de eventos afetou diretamente a vida de todos os artistas, mas em especial aqueles que dependem da renda que provinha das apresentações.

“Ficamos meses sem trabalhar e isso causou um colapso nos nossos rendimentos. Vi muitos amigos perdidos, desesperados e com uma incerteza muito grande do que viria pela frente. Realmente, foram dias difíceis”, avalia o músico.

Os dias de isolamento, para Lucílio, serviram de reflexão profissional, espiritual e mental. “Tive a lucidez para criar novos meios de auferir renda e coloquei em prática logo que se iniciaram a pandemia e as quarentenas. Usei o tempo para colocar em prática antigos projetos”.

E durante esse período, as reflexões levaram o artista a valorizar ainda mais a família, a liberdade, a condição de poder ir e vir e a otimizar o tempo. “São nas adversidades que aparecem as oportunidades”, acredita.

SHOWS 
Enquanto podia frequentar os palcos, Lucílio Mota realizou várias apresentações marcantes, como a primeira vez que cantou em sua cidade natal e o tour que fez acompanhado de outros artistas em Brasília.

“Nos apresentamos em várias casas de renome, tive a oportunidade de cantar para grandes personalidades políticas em eventos particulares, mas, sem dúvidas, a nossa principal apresentação ainda está por vir e será no Caldas Country Show. Já estamos em negociação desde o ano passado, quando o mundo se fechou para a pandemia. Aguardem!”.

Enquanto esse dia não chega, o músico exerce, junto ao pai e irmãos, a formação em Direito e atividades empreendedoras no ramo do entretenimento e alimentação.

“Temos também alguns projetos que estavam engavetados e agora são objetivos traçados, como a gravação do ‘LM no Reduto Vol 2’. Estamos finalizando os detalhes da gravação de um DVD, em Brasília, e também a gravação de um EP totalmente autoral, com músicas inéditas”, adianta.

O objetivo, segundo o músico jurado do “Voz de Minas” é levar o projeto a outros estados que ainda não teve a oportunidade de conhecer, como as regiões Norte e Nordeste.