A iniciativa do Estado de criar um selo que atesta a segurança dos eventos culturais vem sendo aplaudida de pé pelo setor. A medida está sendo considerada como a redenção para aqueles que cumprem as regras sanitárias para a realização de festas, casamentos, shows, dentre outros. 

O Selo Evento Seguro pode ser solicitado à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) tanto por empresas quanto por realizadores independentes de eventos. É preciso preencher o formulário de solicitação, o Termo de Responsabilidade e seguir o passo a passo descrito.

Eventos turísticos e corporativos, seminários, museus, teatros, bibliotecas e produtoras podem solicitar ao governo de Minas o certificado. Para quem está no ramo, essa é uma forma de diferenciar quem segue os cuidados sanitários de quem descumpre determinações de decretos municipais e estaduais, por exemplo.

Em Montes Claros, poucos dias após o setor ser flexibilizado houve denúncias de festas que foram realizadas fora dos padrões estipulados pela prefeitura. Uma semana depois o município aumentou as restrições.

“O selo foi pensado para dar segurança não somente para os usuários, mas também para os colaboradores que trabalham em eventos, casas de shows, teatros, dentre outros. O objetivo é, também, preparar nossos equipamentos culturais para o retorno”, disse o secretário adjunto de Cultura e Turismo, Bernardo Silviano Brandão.

RESPONSABILIDADE
Para o diretor da Associação Mineira de Eventos e Entretenimento (Amee) no Norte de Minas, Luiz Fernando Nobre, o selo “é uma medida extremamente necessária, correta e coerente”.

“O que a gente quer, o setor que é organizado, profissional e responsável, é que tenha mesmo a retomada de forma segura. Não queremos voltar a qualquer custo. Então, o Selo Seguro é a chancela do Estado avaliando aquele setor, aquele evento específico, aquela empresa e trazendo mais segurança para quem trabalha, para os convidados daquele evento e para saúde da população de um modo geral”, ressalta.

Luiz Fernando acredita que tudo o que for feito para beneficiar o retorno seguro é muito bem-vindo. “A gente vai aplaudir e vamos todos aderir, e cobrar também que nossos associados façam adesão a esse selo”, pontua.

USO
O selo pode ser utilizado pelos interessados durante o tempo de vigência do Plano Minas Consciente ou dos demais protocolos estabelecidos pelo governo de Minas para o enfrentamento à Covid-19. Ele pode ser estampado em ingressos e exibido nos locais de realização dos eventos.

A Secult vai analisar as solicitações dos interessados a partir das informações enviadas no Formulário de Solicitação e informará sobre a aprovação daqueles que preencherem os requisitos necessários.

Se o evento não preencher os requisitos estipulados, a Secult também irá notificar sobre a reprovação. Nesse caso, os produtores terão a oportunidade de se adequar às exigências estabelecidas e enviar nova solicitação.

*Com Agência Minas e Leonardo Queiroz