2021 começou com uma celebração para o grupo “A Outra Banda da Lua”, que completa cinco anos de carreira. E para comemorar o aniversário, eles lançaram o EP “Catapoeira”. O material já foi disponibilizado em plataformas de streaming, em 29 de janeiro, e o lançamento foi realizado pelas mídias sociais.

Ao todo, são cinco músicas: “Catapoeira” (Marina Sena/Matheus Bragança), “Vento que bate nela” (Marina Sena/Mateus Bragança), “Liga essa Vitrola (Pra Zé Côco e Ana)” (Edssada), “Batuque de Catopê” (Bragança/Marina/André) e Chuva pra Nós (Adriano Lellis/Edssada/Mateus Sizilio).

As faixas foram gravadas no estúdio Guella Music Brasil, em Montes Claros, com produção musical de Rafael Carneiro e Matheus Bragança.

A formação da banda nesse trabalho é composta por Marina Sena (vocalista, também integrante do Rosa Neon), que além de cantar é uma das compositoras; Edssada (compositor, multi-instrumentista e vocalista); Matheus Bragança (compositor, baixista, violonista e vocalista); Mateus Sizilio (compositor, baterista e vocalista); André Oliva (multi-instrumentista) e Daniel Moço (percussionista), que entrou na banda recentemente, mas já chegou marcando presença com as percussões.

Confira o bate-papo de O NORTE com os integrantes da banda.
 
A banda foi afetada pela inatividade devido à pandemia da Covid-19? De que forma vocês têm lidado com esta situação?

Edssada: Todos os trabalhadores e trabalhadoras foram afetados diretamente. Nós optamos por emergir e produzir novos trabalhos. Tal como o EP “Catapoeira”, lançando nesse início de ano. Nossa estética sempre foi de força e energia nos palcos. O público respondia bem. Estamos buscando atuar de uma forma mais forte com o audiovisual. Colocando à frente os trabalhos de Caroline Viana e Tainá Castro, que estão com a gente formando a equipe de identidade e comunicação visual.

Fale um pouco sobre as influências da banda: 

Matheus Bragança: As influências da banda são diversas, passam pela música regional do “Grupo Raízes” e “Grupo Agreste”, “Tropicália” de Gil, Caetano, Tom Zé e Mutantes. Vai também pelos grandes mestres da MPB, pelo rock inglês.
 
Como você vê o atual cenário cultural em Montes Claros, quanto à valorização e incentivo aos artistas?

Matheus Bragança: Apesar do cenário cultural ser repleto de artistas inventivos e talentosos, entendo que o incentivo e a valorização por parte do poder público historicamente é quase nula. Recentemente, com a “Lei Aldir Blanc”, tivemos uma noção de como podem ser as políticas públicas culturais, mas ainda todo sistema é burocratizado e distante dos artistas de maneira geral. Não é uma exclusividade da cidade, mas entendemos que uma cidade que se autointitula “A cidade da arte e da cultura” necessita de olhar para essa área com o cuidado que merece e entendendo todo retorno que o investimento na cultura traz para a economia, o turismo, bem-estar social. 

SAIBA MAIS
Post-rock, João Bosco, Elis, Beatles, Caetano, rock africano e Radiohead se encontram no mosaico psicodélico do EP “Catapoeira”, lançamento de “A Outra Banda da Lua”. Olhando para suas origens sem perder o foco no futuro, o trabalho vem para anunciar uma nova formação - a vocalista, Marina Sena (Rosa Neon), passará a se dedicar à carreira solo -, mas também celebrar os cinco anos de trajetória que levaram o projeto a palcos de destaque no cenário nacional.

Foi em Montes Claros que a banda começou, em 2015, após o encerramento do Baru Sonoro, até então projeto que Marina Sena e Mateus Sizílio integravam. Após o término, convidaram Edssada (que também integrou o Baru Sonoro) e Matheus Bragança a participar do grupo e fundaram “A Outra Banda Da Lua” em busca de novas possibilidades.

Com shows explosivos nos palcos mineiros, o grupo logo se destacou pela autenticidade e identidade regional forte, seja nas releituras, seja no repertório autoral que surgiu organicamente. Após circular por dois anos, a banda lançou o primeiro single e clipe, “Serra do Mel”, em 2017, seguido da “Live Session no Sonastério”, uma série de vídeos ao vivo com quatro canções gravadas no estúdio em Nova Lima e em uma nova parceria com o diretor Vito Soares. Ele assinaria também o próximo clipe, “Lua”, abrindo os caminhos para o álbum que sairia em abril de 2020.