Parte do telhado do Centro de Convívio Eloim Lopes de Souza, no bairro Vilage do Lago, veio abaixo, deixando pais e alunos assustados. A instituição para crianças com até seis anos de idade funcionava mesmo com infraestrutura precária. Felizmente, ninguém se feriu.

Segundo relatos de pais dos alunos, há grandes rachaduras e infiltrações nas paredes, além de portas e piso quebrados. Na hora do desabamento não havia alunos no local que funcionava como sala de aula.

Tentando buscar soluções para a escola, a associação de moradores do bairro chegou a procurar a Secretaria de Educação solicitando a interdição da instituição, mas não foi atendida.

“Deixei minha filha estudar no Eloim porque era mais perto da minha casa, mas todos os dias quando deixava ela na porta ficava com medo de acontecer algo”, conta Magda Silveira.

Os alunos foram remanejados para o Caic do bairro Renascença, cerca de 5,5 Km distante do Vilage. Eles não estão em sala de aula convencional. Um pátio foi dividido com panos para abrigar de forma improvisada as turmas.

“Fui lá conhecer as novas ‘salas de aula’ e fiquei indignada. Não tem paredes, se chover molha tudo. As descargas dos banheiros não funcionam, é um horror. Nos avisaram que a situação deve se regularizar nos próximos meses”, reclama Magda Silveira.

Devido à mudança, alguns pais pararam de levar os filhos à escola, como é o caso de Gercina Alves Rodrigues.

“Meu filho tem dois anos, é muito pequeno. Eu e outras mães estamos com medo, porque temos que pegar ônibus. Além da distância, não conhecemos o local e já fiquei sabendo que também é precário (Caic)”, explica.
 
URGÊNCIA
O Centro de Convívio Eloim Lopes de Souza é uma instituição antiga e que necessita urgentemente de reforma. A ex-secretária de educação da gestão anterior, Suely Nobre, pontua que foram feitas análises para viabilizar a reestruturação das instalações e que ela era a próxima da lista a passar por intervenções de adequação.

“Foi detectado que além das instalações velhas, o Eloim foi construído em um terreno com alto relevo, o que contribui ainda mais para futuros desastres, se não consertado. Fizemos um projeto para viabilizar os reparos das necessidades apresentadas, mas saímos da administração e a atual gestão não deu continuidade”, explica Suely.

O atual secretário de educação Benedito Said diz que vai fazer uma reunião com a associação de moradores do bairro Vilage para verificar o que é mais viável para a comunidade: a reforma ou a construção de uma nova instituição de ensino.