
Montes Claros recebe entre a próxima quinta-feira (14) e sábado (16), a Mostra Mulheres Mágicas: reinvenções da bruxa no cinema, que reúne nove filmes que percorreram diferentes épocas, linguagens, territórios e perspectivas. As exibições serão no Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernandez, com sessões às 16h e 19h. A entrada é gratuita.
A curadoria da mostra é assinada por Carla Italiano, e Juliana Gusman. A pesquisadora Tatiana Mitre também assina a produção. São obras de diversos países e gêneros diferentes, organizadas em dois eixos temáticos, que dialogam com a tradição e a reinvenção. Entre os filmes da mostra estão: “A fada do repolho” (1896), direção de Alice Guy; “A paixão de Joana D’arc” (1928), direção de Carl Theodor Dreyer, e “O Mágico de Oz” (1939), direção de Victor Fleming. De acordo com Juliana Gusman, a seleção dos filmes é uma espécie de síntese da trajetória do próprio projeto, uma idealização da Amarilo Produções Audiovisuais, e que circula pelo país há quatro anos.
O jornalista e presidente do Cinema Comentado Cineclube, Elpidio Rocha, afirma que documentário de Karol Maia é atual e necessário, principalmente por contar histórias de mulheres que ficaram invisíveis e ainda o são, nos espaços de trabalho doméstico. “A Mostra Mulheres Mágicas traz ao público de Montes Claros obras de caráter feminino - seja pelas realizadoras ou temáticas adotadas - nos permitindo ver e entender as perspectivas de um cinema que, no decorrer dos anos, foi construído por diversos olhares das mulheres”, avalia Elpidio Rocha.
Já nesta quarta-feira (13), o Cinema Comentado exibe, em parceria com o Circuito Embaúba de Belo Horizonte, o documentário “Aqui não entra luz”, direção da mineira Karol Maia. O filme foi premiado em Brasília, e vem participando de mostras e festivais desde o ano passado. A sessão acontece com apoio do Museu Regional do Norte de Minas (Unimontes), Fulô Comunicação e Cultura e CineMaracas.
Na trama, entre memórias e pesquisas, uma cineasta filha de uma trabalhadora doméstica percorre alguns Estados brasileiros à procura de rastros de escravidão na arquitetura. Mas acaba encontrando pedaços da sua infância e a sua realidade familiar.
“O Circuito Embaúba é mais uma aposta do Cinema Comentado que deu certo, a de trabalhar em conjunto com distribuidoras e empresas independentes”, conta Elpidio. A Embaúba é uma distribuidora com sede em Belo Horizonte, que leva lançamentos para serem exibidos em cineclubes, escolas, universidades, salas independentes, e cidades que se encontram fora do circuito tradicional, ou seja, não possuem salas de cinema.
Confira a programação completa
Circuito Embaúba (quarta-feira — 13)
(Museu Regional do Norte de Minas)
“Aqui não entra luz” (2025 – 78 minutos)
Direção: Karol Maia
Classificação: 10 anos
Dia: 13 de maio (quarta-feira)
Local: Museu Regional do Norte de Minas
Mostra Mulheres Mágicas
(Conservatório de Música Lorenzo Fernandez)
(Quinta-feira — 14)
A fada do repolho (Alice Guy, 1896 | 1900, França, 1’) | Livre
O Mágico de Oz (Victor Fleming, 1939, EUA, 101’) | Livre
Transformações (Barbara Hirschfeld, 1976, EUA, 9’) | Livre
A árvore de zimbro (Nietzchka Keene, 1990, EUA, 78’) | 12 anos
Sexta-feira (15 de maio)
O Reino das Fadas (Georges Méliès, 1903, França, 16’) | Livre
Lulina e a lua (Marcus Vinicius Vasconcelos, Alois Di Leo, 2023, Brasil, 14’) | Livre
O lado de fora fica aqui dentro (Larissa Barbosa, 2024, Brasil, 25min) | 10 anos
A Paixão de Joana D’Arc (Carl Theodor Dreyer, 1928, França, 82’) | 12 anos
Sessão seguida de debate com a curadora Juliana Gusman
[Acessibilidade: legendagem descritiva e debate em LIBRAS]
Sábado (16 de maio)
Medusa (Anita Rocha da Silveira, 2023, Brasil, 128’) | 16 ano
