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Quinta-Feira,21 de Agosto

Familiares no Norte choram a morte de vítima de atentado

Elpídio Alves, um dos quatro homens assassinados durante o tiroteio na Catedral de Campinas (SP), nasceu em Ibiracatu, onde voltava com frequência para rever a família

Cinthya Oliveira // Márcia Vieira
Publicado em 13/12/2018 às 06:48.Atualizado em 05/09/2021 às 15:32.

Moradores do distrito de Campo Alegre, município de Ibiracatu, lamentaram ontem a morte do aposentado Elpídio Alves Coutinho, de 67 anos, uma das vítimas do atentado a tiros na Catedral de Campinas (SP), ocorrido na última terça-feira.

Elpídio nasceu no pequeno município do Norte de Minas, mas há quatro décadas havia se mudado para Campinas para trabalhar como motorista de ônibus e morava com a mulher na cidade paulista de Monte Mor.

De acordo com o perfil do Facebook do jornalista Fredi Mendes, Elpídio mantinha contato intenso com a família do Norte de Minas e visitava Ibiracatu pelo menos três vezes ao ano.

A última vez que esteve na cidade foi durante a tradicional Festa da Linguiça, em agosto.

Gabriel Coutinho, sobrinho de Elpídio, mora em Varzelândia, como a maioria dos familiares da vítima. Ele deixa a esposa Zilda Alves, que se feriu no ataque dentro da catedral e recebeu alta do hospital, e um filho.

O corpo do aposentado foi velado na manhã de ontem na Paróquia São Francisco de Assis, em Monte Mor, e sepultado no Cemitério Municipal da cidade, às 16h. “A família gostaria que ele fosse sepultado aqui, mas ele já havia comprado um jazigo em Campinas e deixou pago. Acho que a minha tia, que também foi ferida no atentado, vai continuar morando lá porque é onde ela tem muitos familiares”, declara Gabriel.

O sobrinho de Elpídio disse que foi um choque para a família a notícia do atentado. “Soubemos do atentado, mas não imaginávamos que ele estivesse naquela igreja, porque habitualmente frequentava outra, no bairro onde morava. A gente pensa que isso é coisa que só acontece em outros países, mas não temos mais paz nem na igreja”, lamenta.

Gabriel diz que Elpídio era um homem religioso, muito querido por todos e não perdeu o vínculo com a terra em que nasceu.

“Ele vinha ao menos quatro vezes ao ano a Ibiracatu. Na sexta-feira Santa a família toda se reunia e ele vinha duas semanas antes pra organizar a casa e ficar com os familiares.

Nascido em Campo Alegre, zona rural de Ibiracatu, Elpídio tem oito irmãos, entre eles Orivaldo Alves de Oliveira, ex-prefeito da cidade.

Na noite de terça-feira, logo que receberam a notícia, familiares embarcaram numa Van que saiu de Varzelândia com destino à cidade paulista.
 
ENTENDA O CASO
Euler Fernando Grandolpho, de 49 anos, morador da cidade paulista de Valinhos, disparou contra pessoas que assistiam a uma missa na Catedral de Campinas por volta das 13h25 de terça. Quatro pessoas morreram no local, todas do sexo masculino.

Outras quatro pessoas ficaram feridas e foram socorridas ao Hospital Municipal Doutor Mário Gatti, Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Hospital Beneficência Portuguesa de Campinas.

O suspeito se matou quando a Polícia Militar chegou ao local.

De acordo com a Polícia Civil de São Paulo, Euler foi servidor concursado do Ministério Público do Estado de São Paulo, atuando como auxiliar de Promotoria I, na Comarca de Carapicuíba, região metropolitana de São Paulo.

O Ministério Público de São Paulo informou que ele pediu exoneração do cargo em 3 de julho de 2014. Ainda não se sabe o que teria motivado o ataque.

Fiéis lotaram a igreja ontem para a missa em homenagem às vítimas, celebrada no mesmo horário do ataque. “Sabemos que vocês, familiares, choram e nós choramos também”, disse o padre Rafael Capelato.

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