Entre o brilho e a responsabilidade, profissionais da área da saúde e da estética alertam que a maquiagem de Carnaval exige cuidados com a pele, escolha adequada de produtos e atenção à segurança, sem abrir mão da criatividade e das tendências para 2026.
A médica Cecília Veloso não abre mão da maquiagem. “É momento de comemorar, de ser feliz, de curtir. E tem a ver com a maquiagem, com o glitter e todas as decorações mais elaboradas que fazemos nessa época. Um tipo de beleza e arte que não se pode usar no dia a dia, mas que tem uma ótima liberdade poética nesse momento”, declara Cecília, que, principalmente por ser uma profissional da saúde, revela que escolhe os produtos com responsabilidade.
Maria Alice Guimarães, professora de Maquiagem e Visagismo do curso tecnólogo de Estética e Cosmética do Centro Universitário Funorte, acredita que o carnaval exige resistência, mas também estratégia, e dentro desse contexto, lista três pilares fundamentais. “O primeiro é a preparação da pele inteligente, que começa com limpeza suave, muita hidratação, compatível com o tipo de pele e lábios, e sem dúvidas, investimento pesado na fotoproteção”, afirma. O segundo ponto é a escolha por produtos de longa duração e à prova d’água, principalmente se houver propensão ao suor intenso. E o terceiro, explica Maria Alice, é a precificação coerente. “Como são muitos dias de festa, o profissional pode criar pacotes promocionais, mas sem desvalorizar técnica e biossegurança”.
De acordo com a profissional, entre as tendências para o carnaval de 2026, se destacam a pele leve com foco em olhos ou boca vibrante; a maquiagem brilhante com pedrarias, os delineados gráficos coloridos e a maquiagem artística com referências culturais maximalistas. A professora alerta que, ao profissional, não basta saber aplicar, mas entender principalmente o que está sendo aplicado. “Bases, pigmentos, colas para pedrarias, glitters e fixadores possuem composições distintas e impactos diferentes na barreira cutânea”, frisa.
CONHECIMENTO É ALIADO
Lígia Martins, coordenadora do curso tecnólogo de Estética e Cosmética da Funorte, destaca que a disciplina traz um ramo de possibilidades infinitas. “O profissional pode atuar na indústria cosmética, no desenvolvimento e formulação de produtos, pesquisa, gestão, estética facial e corporal, cosmetologia, tricologia (terapias capilares), docência e empreendedorismo, com desenvolvimento de uma marca própria. São muitos caminhos”, assegura. Com duração de três anos, o curso proporciona conhecimento sobre formulação, interação cutânea, estabilidade e segurança dos produtos. No carnaval ou em qualquer época, “um profissional bem preparado avalia tipo de pele, fototipo, sensibilidade, histórico de acne ou dermatites antes de escolher qualquer produto, e essa análise não impacta apenas a saúde da pele, mas também a performance e durabilidade da maquiagem”, enfatiza Lígia.

