Variedades

Entre o visível e o invisível

Casa de Cultura Márcia Prates, ponto de referência para intelectuais e amantes da arte, recebe a exposição do artista plástico Hélio Brantes

Adriana Queiroz
Publicado em 11/11/2022 às 22:51.
Serão expostas 20 obras na técnica tinta acrílica sobre tela, com temas natureza morta, mulheres e infantis (ARQUIVO PESSOAL)

Serão expostas 20 obras na técnica tinta acrílica sobre tela, com temas natureza morta, mulheres e infantis (ARQUIVO PESSOAL)

A Casa de cultura Márcia Prates, espaço para celebração da arte e da cultura do povo norte-mineiro, recebe entre 16 a 23 deste mês a exposição do artista plástico Hélio Brantes. Serão expostas 20 obras na técnica de tinta acrílica sobre tela, com os temas naturezas mortas, mulheres e infantis.

A obra do artista, que nasceu no Rio Janeiro, teve início nos anos 1980, influenciado pela pintura modernista brasileira dos museus e dos livros. Em Montes Claros desde 1986, veio para trabalhar como arquiteto na prefeitura e como autônomo. 

Proprietária, desde 1996, da Casa de Cultura que leva seu nome, Márcia Prates diz que a obra de Hélio Brantes, assim como o perfil dele, é linear, simples e ao mesmo tempo poético, que faz bem ao identificarmos ambientes em que vivemos, quando retrata belíssimas naturezas mortas.

“Sua pintura, para mim, fala e tem melodia, quando, na sua maestria organiza sem erros e excessos uma linguagem visual de elegante, com estilo próprio. Hélio percebe e cria, através do azul da cor do céu e da cor do mar, preciosidades de nossa vivência. A Casa de Cultura Márcia Prates agrega valor ao abrir o seu tapete vermelho e recebê-lo”, celebra.

A professora Ivana Rebello analisa que, nesta exposição, Brantes retrata suas vivências reinterpretadas nas cores contrastantes e nas pinceladas de traços fortes.

“O artista resgata memórias de nossas infâncias, o cotidiano de nossas casas, móveis, jarros, gradis, dos azulejos modernistas ás imagens de TVs, dos brinquedos do passado, das portas e janelas das varandas que ficaram gravadas em nossas recordações. Em seus trabalhos é possível vislumbrar sua relação com a arquitetura. Isso ocorre graças às diferenças de tom e cor, luz e sombra, superfície e profundidade, no estudo da perspectiva que o artista destaca em suas telas”, diz a professora Ivana Rebello.

Para a escritora e artista plástica Felicidade Patrocínio, Hélio Brantes é um artista engajado em seu tempo e espaço e demonstra compromisso com a verdadeira arte.  

“Seu traço ordenado passeia com rara habilidade entre flores reais e imaginadas e tipos humanos. Seu colorido apresenta certa contensão, privilegiando tons suaves, quase pastéis, oferecendo suavidade e prazer ao olhar do espectador. Hélio Brantes, o artista e sua arte são elementos valiosos no contexto artístico da Cidade da Arte e da Cultura. Seu empenho e magistério artístico tem engrandecido o cenário das artes montes-clarenses, assim como motivado e ajudado muitos iniciantes na área. Foi um grande presidente da Associação dos Artistas Plásticos de Montes Claros. A ele minhas reverências e admiração”, disse.

SOBRE HÉLIO BRANTES
Artista plástico e arquiteto, possui mestrado em Arte e Cultura Visual UFG. Atuou como arquiteto da prefeitura municipal de MOC, na produção de projetos de escolas, centros de saúde e praças. É professor da Unimontes, atua como arquiteto autônomo, é artista plástico com exposições em Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, participando também de leilões.

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