
A Copa do Mundo já começou, mas a disputa acirrada está entre crianças, adolescentes e até adultos. O motivo não é um jogo decisivo ou um gol nos acréscimos, mas a corrida para completar o tradicional álbum de figurinhas, uma paixão que atravessa gerações e volta a ganhar força a cada edição do maior torneio de futebol do planeta.
Nas escolas, nas praças e até nas reuniões de família, a pergunta é sempre a mesma: “Tem repetida para trocar?”. A brincadeira, que há décadas faz parte da cultura das Copas do Mundo, continua encantando os apaixonados por futebol e criando memórias que passam de pais para filhos.
Entre os colecionadores está João Gabriel Rodrigues Niza, de 11 anos, estudante do 6º ano. Torcedor do Norte Esporte Clube e do Cruzeiro, ele acompanha cada figurinha como se fosse uma convocação oficial para a seleção dos sonhos. Fã de Neymar, João já está perto de alcançar o principal objetivo de qualquer colecionador: completar o álbum. Animado ele conta que “falta só um ‘bucadim’ para completar”.
A missão de ter o álbum completo tem mobilizado até a família. Enquanto muitos pais tentam controlar a empolgação dos filhos, na casa de João a situação é diferente. Ele conta que a mãe dele é a principal centroavante desse jogo.
“Minha mãe está gostando até mais que eu. Nós vamos juntos comprar e abrir cada pacote de figurinha é bem emocionante. Também estou catalogando as que tenho repetida para poder trocar”, conta.
A emoção de abrir um pacote novo continua sendo uma das grandes atrações. Nunca se sabe se ali estará um craque mundial, uma figurinha brilhante ou aquela peça que falta para completar a página. João já sabe bem quais aparecem com mais frequência. A figurinha que ele mais tem repetida é do jogador Enre Can, da seleção alemã. Já a mais valiosa de sua coleção até agora é a versão prata do marroquino Hakimi, uma das raridades mais cobiçadas pelos colecionadores.
Entre todas as figurinhas que ainda procura, uma ocupa lugar especial na lista de desejos de João: a de Lionel Messi. Campeão mundial com a Argentina em 2022 e um dos maiores nomes do futebol de todos os tempos, o craque argentino é a figurinha que ele mais espera ver aparecer em um pacotinho.
Mais do que uma simples coleção, os álbuns de Copa do Mundo ajudam a alimentar a paixão pelo futebol e aproximam gerações. Muitos adultos que colecionaram figurinhas durante os Mundiais de 1994, 1998, 2002 e 2006 agora revivem a experiência ao lado dos filhos, compartilhando histórias, estratégias de troca e a ansiedade por encontrar os jogadores favoritos. Em uma época dominada pelas telas e pelos jogos digitais, o álbum da Copa continua provando sua força. Afinal, poucas sensações se comparam à de abrir um pacotinho e encontrar justamente aquele craque que faltava para completar a coleção.
