
A tradicional Caravana Comida di Buteco aconteceu nesta terça-feira (1), com a presença de jornalistas e convidados. Todos embarcaram em um tour exclusivo por alguns botecos participantes do concurso deste ano e, durante o percurso, foi possível experimentar os petiscos criados especialmente para a edição 2025 do concurso e conhecer de perto os bastidores e histórias dos estabelecimentos.
Em Montes Claros, o Comida di Buteco 2025 acontece de 11 de abril a 4 de maio, envolvendo dezenas de bares e botecos que disputarão o título de melhor buteco da cidade com pratos originais, saborosos e, como sempre, com preço acessível.
O NORTE falou com Samuel Silva Oliveira, do Petisco de Ouro, que participa pela primeira vez do concurso.
“Minha expectativa está a mil! Sempre fui frequentador do concurso e muito crítico dos pratos. Me sinto no dever de dar o meu melhor em qualidade e criatividade para elevar o nível e, eventualmente, chegar ao topo, vencendo o concurso”, afirma.
Neste mês, o Petisco de Ouro completa dois anos, e se engana quem pensa que ele é totalmente novo no ramo. “Cresci no bar do meu pai, primeiro no Espetinho de Ouro, na rodoviária por 5 anos, e depois no Bar do Bigode por 20 anos”, diz.
Para Samuel Oliveira, os maiores desafios para o início de um negócio são o capital inicial e o know-how exigido para conseguir obter lucro. “Somos um país estrangulado por impostos excessivos. O ramo de alimentação fora de casa é muito concorrido e tem margens de lucro muito apertadas. Com certeza, quem não tem um bom conhecimento da área, além de habilidades de gestão e contabilidade, não consegue durar muito”, declara.
Ele concorre com o prato “Linguiça Caseira aos Quatro Queijos”, recheado com provolone, sobre uma base de requeijão e coberta com mozarela e queijo minas derretidos. Para balancear o prato, uma salada de tomatinhos-cerejas. Apaixonado pela cozinha, Samuel Oliveira conta que todas as receitas do bar seguem seu modo de fazer ou foram herdadas do bar do pai. “Porém, trabalho no atendimento e na gestão. O que me sobra de criatividade na cozinha, falta em organização e rapidez, essenciais para o negócio. Por isso, deixo a cozinha nas mãos da minha mulher, Vanessa, que me completa na cozinha e na vida”, declara.
LENNA NO FOGÃO
Maria Madalena Vieira da Silva nasceu em Ermidinha e reside em Montes Claros há 30 anos. Atua como cozinheira desde 1989. Ao participar pela primeira vez do concurso, ela conta que deseja aprimorar o atendimento, conhecer novos clientes e divulgar seus serviços, principalmente seu tempero.
“Espero sempre que Deus abençoe para que possamos dar o nosso melhor. O Lenna no Fogão tem três anos de funcionamento. Agradecemos muito a Deus e aos nossos clientes pelo reconhecimento na cidade e pelo crescimento do nosso estabelecimento, que hoje tem uma boa avaliação na região”, diz.
O Lenna no Fogão apresenta o Supremo de Frango, recheado com provolone e bacon, acompanhado de um delicioso creme de milho. A combinação faz com que o frango seja suculento e transmita um sabor harmônico entre os ingredientes.
“Montes Claros hoje é construída com um misto de culturas. Predomina o tempero caseiro, com forte influência baiana e de cidades pequenas. A culinária é muito bem condimentada. Além do Supremo de Frango, oferecemos aqui o Frango com Angu, receita da minha mãe, que me ensinou a utilizar o alho bem dourado e aproveitar os fundos de panela para transmitir mais sabor à comida”, revela.
No cardápio, a equipe também aposta em caldos, porções, parmegiana e baião de dois. No evento, estão lançando o combo de petiscos Delly’s, que acompanha queijo gouda empanado, bolinho de mandioca com carne seca, entre outros.
“A cozinha mudou minha vida. Não tive condições de concluir os estudos e passei por muitas dificuldades. Viemos de cidade pequena e precisei aprender duramente. Passei ao longo do tempo por provações e dificuldades, mas sempre tive foco no meu objetivo. Minha característica singular é a persistência diante das adversidades”, revela.
Sobre o ingrediente que não pode faltar em sua cozinha, Lenna conta que é o alho. “Poderia faltar tudo, menos o alho. Gosto também de utilizar cebola, pimentão e outros temperos naturais. Saber usar bem os temperos básicos é essencial”, diz.