Marcos Guaribano, de 37 anos, principal suspeito de matar a idosa Elvira Cataruci Albertini, de 66, no bairro Santa Rita, em Montes Claros, foi preso na manhã de ontem. De acordo com informações da PM, depois do crime, ele seguia de carona em um caminhão pela MGC-122, a um quilômetro da cidade de Capitão Enéas, onde foi surpreendido, em ação rápida dos policiais que efetuaram a prisão.

O suspeito foi contratado por uma inquilina que havia desocupado a casa que pertencia a Elvira para fazer a pintura do imóvel. Havia uma semana que prestava o serviço. Elvira vinha acompanhando a obra e o suspeito alegou que desde o primeiro dia pedia adiantamento pelo serviço e, de acordo com ele, Elvira se negava a adiantar pagamento. Em razão disso, ele confessou que teria dado uma paulada na cabeça da vítima e subtraído valor aproximado a R$ 800, que, revelou ainda, usaria para comprar drogas.

Elvira foi encontrada já sem vida por seu filho. Ele sentiu falta da mãe, que havia saído de casa por volta das 8h e não havia retornado até perto das 18h. O sistema de câmeras de vigilância de um vizinho confirmou que Elvira Albertini chegou ao imóvel que alugava por volta das 9h34 e, após 20 minutos, Marcos Guaribano foi visto saindo do imóvel. Depois, ele retornou ao local, com outra roupa e usando o carro de Elvira.
 
CELULAR 
Durante rastreamento da PM, o chip do celular da vítima foi encontrado com uma mulher que confessou ter feito um programa com o suspeito em um motel e repassado o aparelho de celular a um mototaxista, pelo valor de R$ 75, para comprar drogas. Ela afirmou ter ficado apenas com o chip. Ainda de acordo com ela, outra mulher esteve no local, com o suspeito, para novo programa, e eles teriam saído por volta das 21h. Os policiais estiveram no lugar apontado pela mulher, mas, ao perceber a movimentação das viaturas, o acusado conseguiu fugir, até ser preso ontem. O carro da vítima foi encontrado abandonado nas proximidades do motel.

De acordo com o delegado Erivelton Ruas Santana, a perícia confirmou que o óbito ocorreu por morte crânio-encefálica, ocasionado por algum instrumento usado contra a cabeça da vítima, que tinha marcas de esganadura. Foi colhido material genético, para ser encaminhado ao Instituto de Criminalística, a fim de constatar se houve crime de abuso sexual.
 
OUTROS CRIMES 
Marcos Guaribano tinha passagens por estupro e roubo, estava em prisão domiciliar e desde 2002 vinha cumprindo pena nos presídios da região. Ele foi encaminhado ao presídio e pode pegar pena de 20 a 30 anos, por latrocínio, com adição de mais 15 anos, se constatado estupro da vítima.