Indícios de que presos do cadeião teriam formado uma quadrilha para comandar e traficar drogas no local foram confirmados ontem, terça-feira, com exclusividade a O NORTE pelo secretário de administração prisional, Genilson Ribeiro Zeferino, durante a transferência dos presos para o presídio inaugurado semana passada no Bairro Vilage do Lago III, com capacidade para 600 pessoas.



O secretário informou que foi identificado um grupo de presos que estaria fazendo correria – traficando drogas – nos corredores do cadeião e que, a partir de agora, já no presídio, esses presos serão monitorados para evitar que a prática do crime continue.



- Todos os presos que foram transferidos serão monitorados, para que nada de irregular venha a acontecer na nova unidade, garantindo a ordem do local e a ressocialização. Eles terão quatro refeições diárias, assistência médica, odontológica, psicológica, jurídica, além de acesso à educação. As visitas devem ser cadastradas anteriormente e todos, sem exceção, terão que passar por revistas pessoais, detectores de metais e aparelho de raio-x – afirma o secretário.



O NORTE teve acesso a um levantamento realizado pela secretaria de administração penitenciária onde foram identificados os presos que faziam a correria nos corredores do cadeião. São: Cláudio Fernando Ferreira, Diego Silva Gomes, Fabrício Fernando dos Santos, José Geraldo Batista Ruas, Sidney Ferreira da Silva, Warley Ribeiro Soares, Manoel Messias Gonçalves da Silva, Wanderson Gonçalves Dias, Willian de Jesus Souza, Dilberton Demichele Rodrigues Lima, Carlos Alexandre dos Santos Silva, Roney Adriano Meireles, Antônio Miguel Pereira dos Santos, Kleber Antônio da Silva Santos, Ney David Rocha, Guilherme Dias Lessa, José Feliciano de Oliveira e Hildelberto Prates Soares Pimenta.



Ainda segundo levantamento realizado pela secretaria de administração penitenciária, os presos considerados mais perigosos que estavam no cadeião são Diego Silva Gomes, Cláudio Fernandes Ferreira e Warley Ribeiro Soares, este último, conhecido por T.I., não realizava correria no cadeião, porém, é considerado de alta periculosidade, oriundo do Estado de São Paulo e apontado como um dos líderes do grupo.



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