O homem de 26 anos, acusado de estuprar a enteada de apenas 10, foi preso na última segunda-feira. O crime aconteceu na cidade de Grão Mogol, onde a família morava e só foi descoberto após a criança escrever uma carta, relatando os abusos para a mãe. Em conversa com o autor, ele confessou para a parceira os abusos que tinha cometido contra a menina. A partir daí, a mulher foi à escola buscar as duas filhas e não voltou mais para casa, procurando a polícia para tomar as devidas providências.

O suspeito, que estava sendo monitorado pela polícia, foi preso em Catunizinho, distrito de Francisco Sá, na casa da mãe. Em depoimento à polícia, ele resolveu ficar em silêncio, mas já tinha confirmado os abusos para a parceira.

Durante exame de corpo de delito, não foi constatada a ruptura de hímen, mas foram averiguadas outras lesões na região genital que indicavam violência com unha, mão e boca.

De acordo com o delegado do caso, Alberto Cavalcanti Filho, a criança tinha vergonha de contar à mãe, por causa da boa relação que o casal parecia ter. A menina não soube dizer há quanto tempo vinha sofrendo os abusos. Ainda segundo o delegado, as investigações apontaram uma evolução nos abusos. “Inicialmente, o padrasto observava a vítima trocar de roupa após o banho. Em um segundo momento, quando estavam sentados no sofá, ele colocava as mãos nas partes íntimas da criança e apalpava os órgãos genitais dela. E, em um terceiro momento, é contado pela vítima que, estando sozinhos na residência, ela foi levada para o quarto, onde seu short foi retirado e ela foi acariciada com as mãos e a boca pelo autor, que só parou quando a irmã menor a chamou pelo nome”, relatou o delegado.

O suspeito foi conduzido para o presídio regional com pedido de prisão preventiva e poderá pegar até 16 anos de prisão, por estupro de vulnerável.