A Polícia Civil desencadeou na manhã de ontem, em dez cidades de Minas e do Paraná, simultaneamente, a Operação Muralha. De acordo com a Polícia Civil, o objetivo da ação foi desarticular atividades da maior organização criminosa do Brasil, o Primeiro Comando da Capital (PCC), que estaria comandando o crime organizado de dentro da Penitenciária de Segurança Máxima de Francisco Sá, no Norte de Minas.

Foram expedidos 51 mandados judiciais, 40 de prisão – 30 deles para pessoas que já cumpriam penas em presídios. Onze presos eram líderes do grupo, que comandavam as ações criminosas de dentro da cadeia, e serão transferidos para presídios federais.

O PCC exerce o comando efetivo do comércio de drogas ilícitas nacionalmente e tem atuação em países próximos, como Bolívia, Paraguai e Colômbia. Segundo a Polícia Civil, essa foi a maior operação de combate ao crime organizado deste ano. 
 
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Durante as investigações, que duraram sete meses, a Polícia Civil conseguiu reunir provas de que integrantes do grupo determinavam a execução de vários crimes, como roubo de cargas milionárias e venda de drogas. As provas dessas práticas foram coletadas através de conversas gravadas com autorização judicial. 

As investigações começaram no início do ano, depois de os presos da Penitenciária de Segurança Máxima de Francisco Sá demonstrarem insatisfação diante da troca da diretoria da instituição, devido ao receio no endurecimento das regras de disciplina. Na ocasião, uma carta que foi apreendida pelo Departamento Penitenciário ordenava a morte de agentes. Um vídeo, reforçando a determinação, também chegou a ser divulgado nas redes sociais 

Durante os trabalhos de investigação, foram analisadas 34.600 linhas telefônicas, sendo monitorados 78 alvos em Minas e no Paraná.

O chefe do 11º Departamento, delegado geral Jurandir Rodrigues, ressaltou que a deflagração desta operação demonstra que o Estado está desenvolvendo seu papel de proteger o cidadão por meio da Segurança Pública. 

“Com eficiência, a Polícia Civil realizou esta importante investigação, desarticulando uma organização criminosa nacionalmente conhecida, cujos membros estavam comandando crimes de dentro dos presídios, inclusive com determinação de mortes de agentes penitenciários”, frisou.