Desde 2003, o dia 28 de abril foi instituído pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) como o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho. A data é utilizada principalmente para a conscientização e a prevenção de doenças ocupacionais e acidentes no ambiente laboral. A exigência de técnico em segurança do trabalho é determinada pela norma regulamentadora N.° 4 (NR-4), que define quais profissionais devem compor a equipe, essencial especialmente em ambientes como hospitais, devido à exposição dos trabalhadores a agentes biológicos, produtos químicos e materiais perfurocortantes. Para lidar com esse cenário, as instituições mantêm equipes especializadas que atuam na prevenção e promoção da saúde dos trabalhadores. A iniciativa evita afastamentos e garante um ambiente seguro tanto para os profissionais quanto para os pacientes.
Efraim Pereira, coordenador da equipe do Centro Universitário Funorte e do Hospital das Clínicas Dr. Mário Ribeiro da Silveira (HCMR), está há 14 anos na profissão e diz que se sente realizado desenvolvendo o ofício. “Tenho paixão pela segurança do colaborador. Evitar que os adoecimentos relacionados ao trabalho aconteçam, evitar os acidentes no local de trabalho, beneficiando o ser humano em si, são desafios diários. A maior alegria é fazer com que, no meu cargo, o colaborador volte para casa saudável, da mesma forma que ele entrou na empresa”, diz.
Para o coordenador, o trabalho é árduo e, para fazer valer a legislação, às vezes é necessário vencer a resistência do profissional. Entretanto, ele considera que esse cenário foi modificado a partir da pandemia do COVID-19, e hoje, acredita, as pessoas estão mais cientes da responsabilidade. “Há uma maior consciência no uso dos equipamentos de proteção individual, no olhar para a segurança do trabalho. Hoje estão todos mais atentos, devido ao risco que correram”.
A equipe promove inspeções de segurança e verificação das condições de trabalho na prática, como o Núcleo de Estudos Permanentes do HCMR (NEPs), por meio de treinamentos periódicos, que contribuem para um ambiente seguro e eficaz. As capacitações desempenham um papel salutar na construção do ambiente adequado, considerando que as regras são atualizadas periodicamente. Para a enfermeira Poliana Ferreira Luís, que atua no Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do HCMR, esses profissionais (enfermeiros) acabam sendo os mais envolvidos no cuidado diário, e como tal, devem ter uma visão prática dos riscos presentes na rotina assistencial. “Outro ponto indispensável são os protocolos e Procedimentos Operacionais Padrão (POPs), uma vez que organizam condutas, padronizam os processos e reduzem a margem de erro”, reforça. Além disso, destaca Poliana, a utilização de fluxogramas bem estruturados facilita a compreensão rápida do que deve ser feito em cada situação, como em casos de acidentes com material biológico e outros eventos relacionados ao trabalho. “Também contribui para a identificação de riscos inerentes à assistência”, conclui.

