
O município de Montes Claros registrou um cenário preocupante no combate ao mosquito Aedes aegypti. De acordo com o primeiro Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) realizado em neste ano, pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), o Índice de Infestação Predial (IIP) alcançou 13,2%, número que configura alerta máximo para a presença do vetor responsável pela transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya.
O resultado está muito acima do parâmetro considerado seguro pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde do Brasil, que estabelecem como ideal um índice inferior a 1%. Esse patamar indica baixo risco para surtos de arboviroses. Já índices entre 1% e 3,9% representam situação de alerta, enquanto valores acima de 4% são classificados como alto risco - condição amplamente ultrapassada pelo município.
O coordenador do CCZ, Ramon Queiroz de Melo, afirma que 13,2% é um dado preocupante, pois, indica uma situação de alto risco, com ampla presença do mosquito Aedes aegypti no ambiente urbano e maior possibilidade de aumento de casos de Dengue, Zika e Chikungunya. O coordenador ainda destaca que a população é deve ser uma grande parceira para enfrentar o mosquito, mantendo as residências livres dos focos.
“Diante desse cenário, é fundamental que a população adote medidas contínuas e simples no dia a dia para eliminar possíveis criadouros do mosquito. A principal orientação é não permitir o acúmulo de água parada, verificando regularmente quintais, telhados e áreas externas. Outro ponto essencial é o acondicionamento adequado do lixo, evitando que materiais expostos se tornem locais de proliferação do mosquito. A população deve ainda permitir o acesso dos agentes de saúde às residências, pois esses profissionais são fundamentais na identificação e eliminação de focos. Em caso de sintomas suspeitos, como febre, dor no corpo e manchas na pele, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde”, alerta Ramon de Melo coordenador do CCZ.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, a recomendação é que os municípios realizem o LirAa ao menos quatro vezes ao ano, como forma de monitoramento contínuo e prevenção de epidemias. De acordo com o CCZ de Montes Claros, o próximo levantamento está previsto para o mês de maio.
LIRAA
O Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti (LIRAa) é uma metodologia de amostragem realizada por agentes de combate a endemias, que vistoriam cerca de 20% dos imóveis distribuídos em diferentes regiões da cidade. Durante as inspeções, são identificados focos com larvas do mosquito, o que permite mapear as áreas mais vulneráveis e orientar, com maior precisão, as ações de controle.
O coordenador do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Ramon de Melo, reforça a importância de medidas simples no dia a dia da população para evitar a proliferação do vetor. Ele destaca que garrafas e latas vazias, baldes e pneus devem ser descartados corretamente ou mantidos sempre secos e protegidos, impedindo o acúmulo de água.
Também é fundamental manter caixas d’água e reservatórios bem vedados, além de limpar e desobstruir calhas e ralos com frequência. Outra recomendação é trocar regularmente a água de plantas e higienizar os recipientes, bem como manter sempre secas as bandejas de geladeiras e aparelhos de ar-condicionado.
