
No próximo dia 28 de fevereiro, a Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) promove o “Dia D” de combate às arboviroses, com foco principalmente na dengue. Segundo a pasta, iniciativas como essa em 2025 contribuíram para uma redução de 92% nos casos de dengue em comparação com o ano de 2024. Este será o primeiro evento de 2026 e os municípios deverão atuar promovendo mutirões de limpeza e recolhimento de entulho, além de fomentar as ações educativas e de orientação à população.
“O objetivo da ação é mobilizar a população para o descarte correto de materiais inservíveis que acumulam água e possibilitam a proliferação do mosquito Aedes aegypti, além da avaliação do entorno de suas casas e, se necessário, a eliminação dos possíveis focos”, explica Agna Menezes, Coordenadora do Núcleo de Vigilância da Superintendência Regional de Saúde em Montes Claros (SRS).
Com 54 municípios ligados à sua jurisdição, a coordenadora reforça que todos os municípios que fazem parte da área de atuação manifestaram adesão ao “Dia D — Mutirão Minas Unida Contra o Aedes”. “Avaliando as quatro últimas semanas epidemiológicas, estamos com quatro municípios com alta incidência das doenças transmitidas pelo Aedes. Estes municípios, que são Capitão Enéas, Francisco Sá, Joaquim Felício e Novorizonte, demandam um acompanhamento mais de perto”, informou Agna.
VACINA
Ainda segundo o órgão regional, as vacinas já foram disponibilizadas para todos os municípios do Norte de Minas e esse é outro ponto de atenção. “No mesmo dia do mutirão, haverá mobilização dos pais ou responsáveis por crianças e adolescentes, com idade entre 10 e 14 anos, para a vacinação contra a dengue”, reforçou Agna.
O Aedes aegypti é responsável pela transmissão da dengue, zika, chikungunya e febre amarela. A eliminação dos focos começa em casa, mas o poder público também deve atentar para a proliferação de lixo e água parada em lotes espalhados por toda a cidade. “Eles deixam o ambiente propício ao aparecimento do mosquito. A limpeza desses espaços é de responsabilidade dos proprietários, mas a prefeitura está falhando quando deixa de fiscalizar, autuar e agir, protegendo a população”, disse Cátia Rodrigues, residente no Major Prates. Na última semana, O NORTE recebeu denúncias de moradores sobre as condições precárias de um local entre Major Prates e Chiquinho Guimarães utilizado como Casco. A reportagem esteve no local e confirmou as denúncias. O lote tem servido como abrigo para animais peçonhentos e a água empoçada está com sinais do mosquito. Até a última terça-feira (10), o local permanecia com infestação de bichos, lixo e água acumulada.
