Fique atenta à dor

Desconforto extremo durante menstruação é alerta sobre endometriose

Da Redação*
10/05/2022 às 00:31.
Atualizado em 10/05/2022 às 10:34
A doença atinge mulheres em idade reprodutiva, normalmente dos 25 aos 35 anos (diana grytsku/freepik)

A doença atinge mulheres em idade reprodutiva, normalmente dos 25 aos 35 anos (diana grytsku/freepik)

Doença ginecológica de difícil diagnóstico, a endometriose acomete cerca de 8 milhões de brasileiras, segundo o Ministério da Saúde. A maioria demorou a iniciar o tratamento contra a enfermidade, que gera desconforto extremo e pode causar infertilidade. Normalização da dor e escassez de profissionais capacitados são os principais motivos. 

Médicos reforçam a importância da detecção e tratamento rápidos para garantir uma futura gravidez, já que a doença atinge mulheres em idade reprodutiva, normalmente dos 25 aos 35 anos. Em alguns casos, elas podem levar até 12 anos para descobrir do que se trata, conforme a professora da Faculdade de Medicina da UFMG Márcia Mendonça Carneiro. 

“Trata-se de uma soma de fatores, pois os próprios ginecologistas acham que a mulher ter cólica é normal. Sabemos que a intensidade da dor é subjetiva, mas muita gente acha que o problema é a mulher, que ela é histérica”, afirma a médica, que também é membro do Conselho da Sociedade Brasileira de Endometriose. 

A especialista reforça que as mulheres não podem “achar normal” sentir tanto desconforto. “Elas também assumem a normalização da dor, o que dificulta ainda mais o diagnóstico. Elas empurraram, vão convivendo com isso até que surja a infertilidade”, acrescenta.
 
ENTENDA A DOENÇA
A endometriose não tem cura. A doença é causada por uma infecção ou lesão decorrente do acúmulo, em outras partes do corpo, das células que recobrem a parte interna do útero (o endométrio) e que são eliminadas com a menstruação.

Como as chamadas células endometriais são regularmente expelidas junto com o fluxo menstrual, seguem se acumulando fora da cavidade uterina, principalmente nas regiões da bexiga, ovários, tubas uterinas e intestino. 

Nos casos mais graves, podem formar nódulos que, se não forem tratados a tempo, tendem a afetar o funcionamento de outros órgãos.

Há casos em que a mulher não apresenta sintoma que não seja uma cólica menstrual moderada, o que reforça a importância de que todas consultem um ginecologista ao menos uma vez por ano.

Não é possível falar em prevenção da doença. Uma das formas de tratamento é a suspensão da menstruação com a ingestão de hormônios. Em casos mais sérios, cirurgias podem ser necessárias. 

*Com informações de Izamara Arcanjo e Agência Brasil

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