Cidade

Dengue deixa Montes Claros em alerta

Último LirAa aponta para índice de infestação de 5,7%, apontando alto risco de infestação

Leonardo Queiroz
Publicado em 22/11/2022 às 22:21.
Visita técnica do agente de combate à endemias (CCZ/ DIVULGAÇÃO)

Visita técnica do agente de combate à endemias (CCZ/ DIVULGAÇÃO)

O 4° Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LirAa) de Montes Claros, realizado no período de 07 a 11 de Novembro, apurou um índice de 5,7%, ou seja, a cada 100 casas pesquisadas pelos agentes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), 5 a 6 casas apresentaram criadouros do mosquito Aedes aegypti.  Com isso, a situação em Montes Claros foi classificada como de alto risco para transmissão de arboviroses conforme parâmetros do Ministério da Saúde, que preconiza índice inferior a 1% como baixo risco, 1% a 3,9% médio risco e acima de 3,9% alto risco infestação.

Ao todo foram vistoriados 10.167 imóveis em todas as regiões. Os bairros que apresentaram índices elevados de foco foram Alcides Rabelo I (33,3%), Maria Cândida (26,4%), Vila Luiza (23%), Residencial Minas Gerais (23%), Parque Sapucaia (22%), Cohab Santos Dumont (20%), Cristo Rei (19,5%) e Jaraguá I (18,9%).

O CCZ ressalta que 98,4% dos focos foram encontrados nas residências e o combate do mosquito depende da participação da população. 

A infectologista Lara Tolentino do Hospital das Clinicas Dr. Mário Ribeiro observa um aumento significativo no Brasil da zica, chikungunya e dengue, que têm sintomas semelhantes – febre, muita prostração, dor no corpo e pode ou não ter manchas vermelhas no corpo.  

“Temos observado muita dor nas articulações e pacientes relatando dificuldade para se movimentar. É muito importante a avaliação de um profissional de saúde para pensar na possibilidade da doença e recomendar o teste que seja mais adequado. Essa primeira avaliação é de extrema importância onde algumas alterações no exame de sangue podem identificar o nível de gravidade do paciente”. 

“Os principais cuidados é manter uma hidratação constante e, diante da dengue hemorrágica que é a forma mais grave, observar qualquer dor abdominal intensa, hipotensão, vômitos com sangue e outros focos de sangramento sendo necessário uma avaliação rápida de um profissional de saúde. Nas crianças a dor abdominal é um sinal importante e ficar atento a todos os sintomas”, observa a médica que fala das orientações no tratamento.

Para barrar o mosquito 

De acordo com o Centro de Controle de Zoonoses de Montes Claros as principais recomendações para evitar a proliferação do Aedes aegypti são: 

- Providenciar limpeza periódica (1 vez por semana) e vedação dos tambores, tanques, e qualquer outro tipo de reservatório a nível do solo, usar a água reservada em período menor que o ciclo de reprodução (7 a 10 dias) do Aedes; 

- Limpar periodicamente os ralos e caixa de passagens bem como providenciar nivelamento correto e usar telas quando necessário;  - Destinar o lixo para coleta pública;  

- Escoar a água dos pratos de planta;  

- Limpar e drenar calhas, lajes principalmente em períodos que antecede e durante as chuvas, se possível ajustar o nivelamento proporcionando uma queda de água apropriada; 

- Fazer o tratamento adequado em piscinas mesmo que não esteja em uso; 

- Limpar periodicamente lotes vagos de sua responsabilidade bem como quintais de residências e dependências dos imóveis comerciais, indústrias e outros. 

O CCZ, por meio das atividades de prevenção e medidas para combater o mosquito, disponibilizou canais de atendimento às denúncias da população sobre focos do mosquito através do telefone 2211- 4400 ou 0800 283 3330 (Disque Dengue). 

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