Saúde animal

Calor intenso: cuidados essenciais com pets no verão

Leonardo Queiroz
leonardoqueiroz.onorte@gmail.com
Publicado em 02/01/2026 às 19:00.
Juliana Fernandes avisa: não deixe pets no carro, evite exercícios ao sol, não use água gelada e mantenha a pelagem dupla (Leonardo Queiroz)
Juliana Fernandes avisa: não deixe pets no carro, evite exercícios ao sol, não use água gelada e mantenha a pelagem dupla (Leonardo Queiroz)

O verão segue até o dia 30 de março de 2026 e tem sido marcado por períodos de calor intenso em diversas regiões do Brasil. Nos últimos dias, os termômetros ultrapassaram os 40 °C, levando o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) a emitir alerta vermelho de onda de calor para estados do Sudeste, Sul e Centro-Oeste. O cenário também afeta cães e gatos, que sofrem com as altas temperaturas e exigem atenção redobrada dos tutores para evitar complicações graves e até mortes.

De acordo com a médica veterinária Juliana Fernandes, os animais possuem mecanismos de regulação térmica diferentes dos seres humanos, o que os torna mais vulneráveis ao calor excessivo. “Cães e gatos regulam a temperatura corporal de forma diferente da nossa. Os cães praticamente não suam, apenas pelos coxinhos das patas, e dependem muito da respiração ofegante para dissipar o calor. Já os gatos também têm capacidade limitada de sudorese e, além disso, geralmente possuem uma pelagem mais densa, o que dificulta ainda mais a perda de calor”, explica.

Para reduzir os riscos, a veterinária orienta que os passeios com os animais sejam feitos apenas nos horários mais amenos do dia, no início da manhã ou no fim da tarde e à noite, evitando o calor intenso. Ela alerta que o asfalto e o concreto aquecidos podem causar queimaduras nas patas.

Em casa, a recomendação é manter os pets em locais ventilados, com sombra e água fresca, dando preferência a pisos frios. Recursos como tapetes refrescantes, toalhas levemente úmidas e ventiladores podem ajudar, desde que usados com cuidado e sem exposição direta prolongada.

Em relação à alimentação, a médica explica que, em geral, não há necessidade de grandes mudanças. “A dieta pode ser mantida, mas é importante evitar que a ração fique exposta ao calor, pois pode estragar mais rápido. A água deve ser fresca e trocada várias vezes ao dia. É comum que os pets comam menos durante o verão, preocupando alguns tutores, mas é uma reação normal. Petiscos congelados próprios para animais também podem ajudar a refrescar”, comenta.

A veterinária Juliana Fernandes alerta que nunca se deve deixar animais no carro, forçar exercícios em horários quentes, jogar água gelada diretamente no corpo ou tosar completamente raças de pelagem dupla. Ela destaca que raças braquicefálicas, animais de pelagem densa, filhotes, idosos, obesos e pets com problemas cardíacos ou respiratórios exigem atenção redobrada.

Respiração ofegante, fraqueza, apatia, salivação excessiva, vômitos e desorientação são sinais de alerta e não devem ser ignorados. Ela finaliza reforçando que a hipertermia pode ser fatal. “Em casos de insolação, colapso, convulsões ou perda de consciência, o atendimento veterinário deve ser imediato, pois é uma emergência. Nunca se deve usar gelo ou água muito gelada. O correto é umedecer o animal com toalhas e levá-lo para um ambiente climatizado, evitando quedas bruscas de temperatura, que podem causar danos graves”, conclui.

Compartilhar
Logotipo O NorteLogotipo O Norte
E-MAIL:jornalismo@onorte.net
ENDEREÇO:Rua Justino CâmaraCentro - Montes Claros - MGCEP: 39400-010
O Norte© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por