Vigilância e prevenção

Calor e chuvas elevam acidentes com animais peçonhentos em Minas Gerais

Márcia Vieira
marciavieirayellow@yahoo.com.br
Publicado em 09/01/2026 às 19:00.
Cléber Brandão, responsável por uma empresa de controle de pragas, afirma que a procura pelos serviços aumenta durante o período chuvoso (Divulgação)
Cléber Brandão, responsável por uma empresa de controle de pragas, afirma que a procura pelos serviços aumenta durante o período chuvoso (Divulgação)

O período chuvoso e a temperatura elevada formam uma combinação perigosa e propícia a acidentes com animais peçonhentos, como escorpiões, aranhas, lagartas e outros. Dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES) apontam que, em Minas Gerais, foram registradas cerca de 60 mil ocorrências somente em 2025. Destas, mais de 42 mil ocorrências são com ataques de escorpiões, seguidos por aranhas, abelhas e serpentes. Em caso de ataque, a busca imediata por atendimento é crucial para reduzir o agravamento da situação. O local da picada deve ser lavado com água e sabão, mas o comparecimento a uma unidade de saúde é fundamental.

Em âmbito regional, o Hospital Universitário Clemente de Faria, vinculado à Unimontes, é a referência nesse tipo de situação. De acordo com a assessoria do hospital, as estatísticas de atendimentos às vítimas na instituição apontam que os ataques de escorpiões prevaleceram. Em 2022, foram realizados 2.414 atendimentos, com o maior volume registrado no mês de janeiro. Em 2023, de janeiro a julho, foram 1.471 atendimentos, com pico no mês de março. Já as picadas por cobras corresponderam a 66 atendimentos realizados em 2022, e em 2023, entre janeiro e julho, 77 atendimentos.
 
PREVENÇÃO
Para reduzir o risco de acidentes, especialistas recomendam a adoção de medidas simples de prevenção, como a remoção de lixo e resíduos, a vedação de frestas e ralos, além da manutenção adequada de pisos, rodapés e muros. Também é importante manter camas e berços afastados das paredes e conservar quintais limpos, sem entulho, restos de obra, telhas, tijolos ou folhas secas. Outras orientações incluem evitar plantas muito densas junto às paredes da casa, sacudir roupas, toalhas e calçados antes de usá-los, utilizar luvas ao manusear jardins, entulhos ou caixas e, sempre que possível, realizar a dedetização periódica do ambiente.

Cléber Brandão, responsável por uma empresa de controle de pragas, confirma que a demanda aumenta no período chuvoso. “As pragas urbanas aparecem com maior frequência e isso acontece porque elas vivem em buracos, esgotos e locais úmidos. Com a chuva, esses ambientes alagam. Sem abrigo, elas saem à procura de comida e de um local seco e seguro, e acabam invadindo casas, quintais e comércios”, explica o empresário que afirma ser a dedetização uma arma eficaz e segura, desde que sejam utilizados produtos aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “As formulações e produtos certificados são seguros para pessoas e animais domésticos, mas a gente recomenda algumas precauções. Pessoas alérgicas, idosos, crianças e mulheres grávidas não devem estar presentes durante a aplicação e devem permanecer fora do local por pelo menos duas horas após o procedimento”, recomenda.

Quanto aos animais domésticos, os tutores devem realizar uma análise minuciosa antes de retorná-los ao ambiente, segundo Cleber. “Orientamos que eles se certifiquem de que o produto esteja completamente seco e evitem a contaminação de brinquedos e restos de ração. Estas precauções são importantes para evitar intercorrências”, diz. Embora as técnicas tenham avançado, ele ressalta ser comum, mesmo após a aplicação, que os insetos persistam, especialmente se estiverem abrigados. “Eles precisam entrar em contato com o veneno para serem eliminados. Por isso, é necessário aguardar um período de até 20 dias após a aplicação para os insetos entrarem em contato com o tratamento. Se após esse período ainda houver a presença frequente de pragas, a empresa, que oferece uma garantia de 90 dias, retorna ao local para nova aplicação”, acrescenta.

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