
A Superintendência Regional de Saúde (SRS) iniciou uma mobilização junto às secretarias municipais de saúde para intensificar a vacinação contra o sarampo. A medida segue orientação do Ministério da Saúde, que alertou para o risco iminente de reintrodução da doença no Brasil, especialmente diante do aumento do fluxo internacional de viajantes previsto para o período da Copa do Mundo de Futebol — entre junho e julho.
A coordenadora de vigilância em saúde da SRS Montes Claros, Agna Soares da Silva Menezes, observa que o Brasil mantém o status de país livre da circulação endêmica do vírus do sarampo, conquistado em 2024. No ano passado o país registrou 3.952 casos suspeitos da doença, dos quais 46 permanecem em investigação. De 38 casos confirmados da doença, dez foram pessoas de outros países que passaram pelo Brasil; 25 classificados como relacionados à importação e três apresentaram fonte de infecção desconhecida.
Em 2025, o país registrou quase 4 mil casos suspeitos, com 38 confirmações — a maioria em pessoas não vacinadas. Em 2026, até o primeiro trimestre, dois casos foram confirmados - ambos em pessoas sem vacinação.
Segundo a SRS, grande maioria dos casos confirmados ocorreu em pessoas sem histórico vacinal, o que reforça a importância da imunização. Ainda de acordo com a coordenadora, o sarampo é uma das doenças que podem ser prevenidas por meio de vacinas disponibilizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), contemplando pessoas com idade entre um a 59 anos.
Agna Menezes lembra que o sarampo é uma das doenças que podem ser prevenidas por meio de vacinas disponibilizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), contemplando pessoas com idade entre um a 59 anos.
Dados do Ministério da Saúde dão conta de que, em 2025, a cobertura da primeira dose de vacina contra o sarampo atingiu 92,66%. Apesar de ter ficado abaixo da meta de 95%, a cobertura vacinal apresentou uma homogeneidade de 64,56% (3.596 municípios atingiram a meta ideal). Já a cobertura da segunda dose de vacinação atingiu 78,02%, com uma homogeneidade de 35,24% (1.963 municípios).
“Esses resultados evidenciam que ainda há pessoas não vacinadas contra o sarampo no Brasil. Assim, o risco de reintrodução do vírus aumenta com o retorno de viajantes brasileiros infectados ou da chegada de viajantes estrangeiros infectados, levando a uma potencial ocorrência de surtos e epidemias de sarampo”.
SURTO DE SARAMPO
De acordo com a nota técnica do Ministério da Saúde, países que sediarão o evento — Estados Unidos, México e Canadá — enfrentam surtos ativos de sarampo, com elevado número de casos registrados recentemente. A intensa circulação de pessoas em eventos de grande porte amplia o risco de disseminação de doenças transmissíveis, como o sarampo, que é altamente contagioso.
A doença é causada por um vírus e pode ser transmitida por meio de gotículas respiratórias expelidas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Em ambientes com grande circulação de pessoas, a propagação ocorre de forma rápida. Entre os principais sintomas estão: febre, manchas vermelhas pelo corpo, coriza e conjuntivite. Em caso de suspeita, a orientação é utilizar máscara e procurar atendimento de saúde imediatamente.
