Simples, barata e ignorada. A maneira mais eficaz de se proteger contra doenças transmitidas pelo ar, inclusive pelo coronavírus, é acessível a todos: lavar as mãos com água e sabão. Mas, mesmo ouvindo essa recomendação da mãe desde criança, e a todo momento, muitas pessoas não fazem a limpeza corretamente, e o uso constante do celular – até mesmo durante as refeições – joga por terra qualquer estratégia de proteção. 

A palavra de ordem, dizem especialistas, é fazer a higienização adequada antes e depois de usar o banheiro e ao manipular alimentos. O ideal é tornar esse hábito frequente.

Caso contrário, são altas as chances de parar no hospital com alguma enfermidade, como gripe e gastroenterite (infecção intestinal). Agora, a ameaça é potencializada com o novo coronavírus rondando todo o mundo: são milhares de casos confirmados em pelo menos 26 países e as mortes, somente na China, onde a epidemia começou, passam de 300. 
 
NECESSIDADE
“As mãos carregam inúmeros micróbios que causam diversas enfermidades, que podem até matar. Higienizar as mãos não é opção. É uma necessidade”, destaca Leonardo Weissmann, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).  

Mas além de abrir a torneira e jogar um pouquinho de sabão nessa parte do corpo, é preciso saber como executar todo o processo (veja a arte abaixo).

Conforme o médico, complementar a limpeza com álcool em gel com concentração 70% reforça a proteção. Se o teor for maior, como é o caso do produto usado para desinfecção de ambientes, por exemplo, o risco de provocar lesões na pele tende a piorar a situação. 
“E as feridas podem carregar ainda mais micróbios. Vale lembrar que não se pode, em hipótese alguma, levar as mãos à boca, ao nariz”, frisa Leonardo Weissmann. 
 
CELULAR 
O infectologista alerta ainda sobre o hábito que muita gente tem de lavar as mãos antes de comer e, durante as refeições, continuar dando aquela espiadinha no celular.  
“Você vê esse comportamento em qualquer restaurante, durante o almoço em casa. Porém, o efeito da higienização é anulado. O telefone também carrega micro-organismos causadores de várias patologias”, afirma o consultor da SBI.