O Ministério da Saúde iniciou neste mês o repasse de R$ 250 milhões a mais para aumentar o número de cirurgias eletivas a serem realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Minas Gerais será o segundo Estado com maior valor a receber, R$ 25,175 milhões, atrás apenas de São Paulo, que terá um repasse de R$ 54,625 milhões. Em terceiro lugar vem o Rio de Janeiro, com R$ 20,550 milhões para agilizar as cirurgias.

O objetivo do Ministério da Saúde é diminuir as filas para 53 tipos de procedimentos, que incluem catarata, varizes, hérnia, vasectomia e laqueadura, além de cirurgia de artroplastia de quadril e joelho, entre outras com grande demanda. A expectativa do ministério é zerar a fila de espera de pacientes que aguardam por esses procedimentos, que não têm caráter de urgência e são de média complexidade.

As cirurgias eletivas fazem parte do atendimento diário oferecido à população em hospitais de todo o país. Dados registrados no sistema de informação do SUS mostram que ao longo de 2018 foram realizadas 2,4 milhões de cirurgias eletivas em todo o país. Até outubro de 2019, foram feitos 2 milhões de procedimentos em todos os estados brasileiros.

Os procedimentos com maior demanda são os oftalmológicos, para tratamento de catarata e de suas conse-quências, e para tratamento de doenças da retina, seguidos de cirurgia para correção de hérnias e retirada da vesícula biliar.
 
NO MUNICÍPIO
Como O NORTE mostrou há duas semanas, Montes Claros tem mais de 60 mil pessoas, quase 15% da população, na lista de espera por uma consulta W – realizada por especialistas e médico-operadores – e o número de pessoas que aguardam o procedimento cirúrgico pode ser ainda maior. A consulta antecede as cirurgias eletivas (sem urgência) pelo SUS.

Os dados, que constam em documento da Secretaria Municipal de Saúde, ao qual O NORTE teve acesso, chegaram às mãos do vereador Idelfonso Pereira Araújo (MDB) e mostram a situação caótica no município.

De acordo com o documento, apenas para consultas com urologista há 3.655 pacientes na fila.

A secretária municipal de Saúde, Dulce Pimenta, disse que a regulação ainda está fazendo um levantamento para saber a demanda para cirurgias, consultas especializadas e exames. Ela falou ainda que não sabe de onde o vereador tirou os dados.
*Com Agência Brasil

SAIBA MAIS
Atendimento domiciliar 

O Ministério da Saúde informou que o atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) a pacientes com dificuldade de se locomover até uma unidade de saúde terá mais 410 equipes para o tratamento em casa. A medida vai atender a 210 municípios de 21 estados. 

De acordo com o ministério, o objetivo é reduzir a demanda por atendimento nos hospitais, evitando internações e reinternações, bem como diminuir o tempo de permanência de usuários internados no SUS.