A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) elaborou uma cartilha com orientações à população com relação às festas de fim de ano. A intenção é evitar a transmissão do novo coronavírus, após o aumento de casos e mortes desde novembro. 

Porém, mesmo com o comunicado, é importante ressaltar que tanto a Fiocruz quanto médicos ressaltam que o ideal é que as celebrações não aconteçam entre pessoas que não vivem na mesma casa.

Entre as recomendações, evitar o compartilhamento da ceia de Natal ou de Ano Novo. “O ideal é orientar seus convidados a levar a própria comida e bebida”, diz a cartilha. 

O distanciamento social entre os participantes é fundamental, mantendo dois metros entre cada pessoa. Amigos e familiares não devem se aproximar nem mesmo para tirar a tradicional foto. 

A Fiocruz ainda recomenda que evitem participar de celebrações quem está com sintomas relacionados à Covid (coriza, tosse e febre) ou teve suspeita de ter tido a doença nos últimos 14 dias (mesmo que não tenha feito o exame).

Quem está nos grupos de risco ou mora com quem tem mais de 60 anos ou possui alguma comorbidade também não deve sair de casa.
 
EVITE REUNIÕES 
Recomendações difíceis de cumprir quando se trata de uma confraternização. Por isso, a máxima que prevalece é evitar as reuniões. Vários professores da Faculdade de Medicina da UFMG recomendam que a data passe em branco ou seja realizada de forma remota, com o uso de ferramentas e aplicativos virtuais. 

“Quando eu vou para a casa de alguém em uma comemoração de Natal ou de Ano Novo, existe implicitamente o consumo de bebidas ou de comidas. Como que eu vou comer e beber de máscara? É impossível. Eu vou comer e beber sem máscara e conversando, o que aumenta o risco”, afirma o professor do Departamento de Medicina Preventiva e Social da Faculdade de Medicina da UFMG, Geraldo da Cunha Cury, em uma publicação da Faculdade de Medicina da UFMG.