Com as academias fechadas e atividades como caminhada ao ar livre e jogos em quadras abertas proibidos, por conta de decretos que visam diminuir a transmissão do novo coronavírus, montes-clarenses buscam meios de se exercitar em casa. Manter a saúde física e mental é fundamental para lidar com o momento atual. O ideal é que todos busquem uma rotina mais saudável, até mesmo para sair do sedentarismo.

Os exercícios físicos podem ser realizados tanto individualmente ou em pequenos grupos familiares, já que algumas pessoas se sentem mais motivadas quando tem alguém para treinar junto. Para a educadora física Carolina Torga, a intensidade dos exercícios vai variar de acordo com o condicionamento de cada um.

“O indivíduo mais treinado vai conseguir executar os exercícios com uma carga mais pesada, ou mais repetições, sem perder o gesto técnico ou se sentir muito fadigado. O ideal é respeitar o seu limite, porém em uma intensidade em que aconteça esforço”, ensina.

Sobre as pessoas que tiveram um caso grave de Covid-19 ou foram hospitalizadas por causa da doença, a educadora diz que é preciso consultar um médico para saber se é seguro fazer exercícios. “A indicação para a prática de exercício vai depender das recomendações médicas e do estado geral de saúde, visto que cada um responde de uma maneira ao vírus e alguns ficam com resquícios por um período mais longo”, conta.
 
GANHO DE PESO
Durante o isolamento social, as pessoas fizeram menos atividade física e estão mais ansiosas, comeram mais alimentos calóricos e gordurosos, talvez numa tentativa de buscar alívio para o sofrimento emocional. 

Para os que estão acima do peso e querem voltar aos treinos, Carolina recomenda colocar os exercícios na rotina do dia a dia.

“Comece aos poucos, mais leve, e um programa mais curto. Então, devagar, vai aumentando a intensidade à medida que for se acostumando e se tornando fácil”, explica.

SAIBA MAIS
Se o exercício for feito em casa, por meio de aplicativos ou um profissional dando aula on-line, a máscara pode ficar de lado. Mas, se houver outras pessoas no ambiente, o equipamento de proteção individual deve ser usado.

Carolina Torga admite que o acessório provoca certo desconforto no momento do exercício. Existe uma sensação de “sufocamento” e, como há um aumento da frequência respiratória e ventilação, a tendência é que o rendimento caia.

“Porém, com relação à troca de ar (oxigênio e gás carbônico), estudos comprovaram que o uso da máscara não atinge níveis prejudiciais”, explica. No entanto, como a máscara úmida perde a eficácia, é preciso que ela seja trocada durante a atividade física.

“Lembrando que é o meio mais eficiente e barato para a prevenção de doenças, inclusive Covid-19 e comorbidades relacionadas, além de depressão e ansiedade. O aspecto mais relevante para obtenção de resultado é ser constante nesta prática”, diz.