Duas mulheres, de gerações bem distintas, não se conhecem, mas têm histórias bem semelhantes. A estudante de direito Maria Isabel, de 21 anos, tem muito em comum com a professora aposentada Berenice Cangussu, de 62. Ambas procuraram ajuda de especialistas e entraram no mundo do exercício físico para mudar um histórico de obesidade. Elas largaram as roupas plus size e conseguiram controlar todos os altos índices relacionados à saúde. 

Maria Isabel conta que começou a ganhar peso ainda na adolescência. Chegou a adquirir 30 quilos em seis meses e foi diagnosticada com obesidade após procurar uma academia. “Eu gastava toda minha energia em comer, comer, comer, compulsivamente. Mas cheguei a lidar também com a anorexia, pois, para ‘resolver’ a situação de sobrepeso, ficava sem comer nada”, lembra.

A estudante teve que travar uma batalha psicológica. Se sentia pressionada para emagrecer e isso a deixava mais ansiosa e com sentimento de culpa. “Eu comia compulsivamente, até começar a ter problemas de saúde. Desenvolvi gastrite, provavelmente causada por sobrecarga de gordura”, explica, lembrando que de 56 quilos chegou aos 97 quilos.

Há três anos, ela resolveu dar um basta na situação. Maria Isabel começou a praticar exercícios físicos e, com o controle emocional, consegue entender de qual maneira vai render mais durante os desafios.

“Eu odiava acordar cedo, entrar em dieta, mas comecei a me esforçar e nem percebi a evolução. Eu só consegui (controlar o peso) após tornar um hábito alimentar e de vida. Deixou de ser obrigação. Hoje eu sei quem é a Maria Isabel. Agora conheço os meus limites. O que posso ou não posso. Um processo importante de autoconhecimento”, celebra.
 
É POSSÍVEL
Depois de enfrentar problemas consigo mesma e o preconceito, ouvindo comentários maldosos sobre o peso, Berenice Cangussu decidiu dar uma reviravolta na vida.

“Pesava mais de 104 quilos e, com acompanhamento de um endocrinologista, corrida de rua e academia, consegui baixar meu peso em 20 quilos. Agora não escuto mais comentários e acredito que ninguém deva aceitar também. Devemos começar uma nova vida. Emagrecer não é apenas estético, mas afeta também a saúde. Preguiça, acomodação, tudo isso é prejudicial”, afirma.

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