O biomédico e professor da Funorte Max Alencar foi o coautor de um artigo científico sobre o câncer publicado recentemente no Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial. Com auxílio do professor, o autor Vitor Martins de Almeida e as colaboradoras Jéssica Nascimento e Lidia Maria Amorin desenvolveram o estudo “Triagem de drogas anticâncer: padronização do ensaio de ranhura in vitro”.

O artigo científico publicado faz parte de um estudo maior, realizado no Laboratório de Oncologia Molecular (Oncomol) na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, no Rio de Janeiro.

A pesquisa visa padronizar um teste simples, prático, acessível e de baixo custo que facilite a triagem de novos fármacos quimioterápicos que possam impedir a invasão do câncer para outros tecidos.

A proposta é buscar novos fármacos a partir de produtos naturais para tratamento de diversos tipos de tumores malignos. No laboratório, são testadas substâncias extraídas da fauna e da flora brasileiras, como: plantas, algas, animais peçonhentos, micro-organismos como fungos e bactérias, dentre outros.

De acordo com o professor Max Alencar, a ideia do artigo surgiu a partir da realização de testes para seu doutorado, quando observou a necessidade da padronização de um teste específico que visava quantificar a taxa de migração/invasão de células do câncer.

“A partir dos testes nasceu esse projeto de padronização de testes para a triagem de drogas com potencial anticâncer. A pesquisa foi realizada pelo meu aluno de iniciação científica Vitor Martins de Almeida, biólogo que hoje cursa mestrado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), dando continuidade aos seus estudo sobre o câncer”, explica o professor.
 
METÁSTASE
“No paciente com câncer, a invasão e migração das células gera a conhecida metástase, que é quando o câncer se espalha para outras regiões do corpo, o que torna o tratamento muito mais difícil e com péssimo prognóstico. O estudo de drogas que impeçam que essa invasão ocorra é de fundamental importância para o tratamento do paciente com câncer, principalmente em tumores muito agressivos”, afirma Max Alencar. 

O artigo está disponível no endereço www.jbpml.org.br/detalhes/538.

“A padronização do ensaio de ranhura utilizando uma linha celular de glioma na placa de 24 poços múltiplos foi bem-sucedida. Tanto a colchicina como o paclitaxel mostraram inibição no fechamento da fenda da monocamada mesmo na presença de 10% de soro e podem ser utilizados como controles positivos da técnica. Portanto, a técnica padronizada em glioma pode ser acessível em muitos laboratórios clínicos e médicos, com pouca ou nenhuma limitação de uso”, traz a conclusão do artigo