Embora não haja estudos científicos que comprovem se os pets podem ser contaminados ou transmitir o novo coronavírus, é preciso que os donos dos animais reforcem os cuidados de higiene e proteção neste período. Cachorros e gatos, cientificamente, não podem transmitir a Covid-19 da mesma forma que os humanos, por meio de gotículas salivares contaminadas ou pelo contato com as vias aéreas. Porém, os animais podem levar o vírus até uma pessoa saudável. 

“Imagina que um cão tenha contato com alguém infectado e, ao beijar o animal ou espirrar por perto, as gotículas salivares acabam se espalhando nos pelos do animal. Se esse cão tiver contato com alguém saudável, ele pode passar esse vírus que ficou no pelo. Assim, é bem provável que tenha a contaminação”, explica a médica veterinária do Hospital Renato de Andrade, das Faculdades Funorte, Roberta Zuculin.

Segundo ela, os cuidados precisam ser redobrados também com os animais. “Os passeios devem ser curtos, evitando que os animais tenham contato com outros animais. E, na volta, além dos tutores fazerem a higienização de praxe, é importante fazer a limpeza das patas (com água e sabão). E não pode se esquecer de enxugar direitinho para não criar fungos ou bactérias”, ensina Roberta.

Outra recomendação é não deixar os pets terem contato com pessoas infectadas pela Covid-19, já que esses animais podem estar em contato com vários membros de uma família ou grupo social e podem levar o vírus até quem está saudável. 

Segundo Roberta, os cachorros podem ter coronavírus. Porém, é um tipo totalmente diferente da Covid-19. Em caso de contaminação, o vírus provoca, somente nos animais, alteração gastrointestinal. O coronavírus canino é um vírus que pode causar infecções em qualquer cão e que afeta as células do intestino, provocando uma inflamação do órgão. 
 
PETS DE QUARENTENA
Assim como os humanos, a maioria dos pets, especialmente os cachorros, tiveram que aderir a uma nova rotina, com menos passeios, e a convivência praticamente durante todo o dia com os tutores, que estão mais em casa. 

Um dos efeitos dessa mudança é o estresse, que pode resultar em queda dos pelos, agitação, marcação de território, seja pelo xixi ou destruir almofadas, chinelos, tudo para chamar a atenção dos donos.

Roberta Zuculin aponta que vale levar os bichinhos para passeios breves, desde que os tutores saiam de máscara e respeitem o distanciamento social. 

É o que tem feito o autônomo Alessandro Madureira. “Desde o início da pandemia não deixei de levar eles (Lilica, Theodomiro e Paçoca) para passear. Tenho que levar duas vezes ao dia, pela manhã e à noite, pois eles ficam muito agitados dentro de casa e acabo tento prejuízo. No início ,não pensei em desinfetar as patinhas deles. Agora, já deixo um baldinho na porta com água, Lysoform e um paninho para fazer a desinfecção”, conta. 

Mesmo durante a quarentena, o cartão de vacina dos animais deve estar em dia para que não desenvolvam outras doenças. 
 
HOSPITAL VETERINÁRIO
O Hospital Veterinário Renato de Andrade está funcionando normalmente durante a pandemia pelo novo coronavírus. Todos os envolvidos – alunos, professores e profissionais em geral – estão seguindo as normas de proteção contra a Covid-19, como preconiza a Organização Mundial de Saúde (OMS). Os tutores também utilizam máscaras de proteção e álcool em gel ao levarem os animais para algum atendimento. 

“A equipe de médicos veterinários, juntamente com os acadêmicos do último período do curso, realiza atendimentos, orientando os tutores quanto à alimentação, vermifugação e vacinação”, afirma o diretor do Hospital Veterinário, Lucas Mendes. 

O hospital é uma unidade de apoio ao curso de Medicina Veterinária da Funorte e servirá para atividades práticas de ensino, pesquisa e extensão ligadas a saúde.

O Hospital Veterinário Renato de Andrade fica na rua Palácio do Itamaraty, 1.647, Loteamento Jardim Niemeyer.