O projeto multidisciplinar que dá assistência a pacientes que foram infectados pela Covid-19 envolve os cursos de medicina, enfermagem, fonoaudiologia, nutrição, fisioterapia, farmácia, biomedicina e psicologia. Coordenado pela professora Leila Siqueira, do curso de Enfermagem da Funorte; pela farmacêutica Janine Kátia Santos, coordenadora técnica do Campus Amazonas; e pela enfermeira e vice-reitora administrativa Sabrina Gonçalves, o projeto tem atendido pessoas de todo o Norte de Minas.
“Os pacientes pós-Covid-19 que ficaram internados em qualquer hospital de Montes Claros e região são acompanhados pela equipe multidisciplinar e recebem atendimentos específicos e protocolados, conforme queixas e avaliação dos profissionais”, diz Sabrina.
 
Atenção gratuita
Os atendimentos acontecem no campus Amazonas e são totalmente gratuitos. O agendamento é pelo telefone (38) 984240059 ou WhatsApp 988385596. 

No curso de medicina, o atendimento é nas áreas psiquiátrica, clínica médica, pneumologia, cardiologia e endocrinologia. Na enfermagem, acompanhamento de pressão arterial e consulta de enfermagem. Já na farmácia, os pacientes têm orientação quanto ao uso correto dos medicamentos e avaliação de interação medicamentosa. 

Na fonoaudiologia, restabelecimento da voz em pacientes que foram traqueostomizados. E ainda, na Fisioterapia, são oferecidos principalmente exercícios de fortalecimento da musculatura respiratória. 
 
Plano alimentar 
Os cuidados não param por aí. Os profissionais da nutrição elaboram um plano alimentar para melhoria da saúde e a Psicologia entra com a psicoterapia, um tratamento colaborativo, em que paciente e psicólogo trabalham juntos para resolver as questões desejadas. Uma das principais ferramentas utilizadas na psicoterapia é a fala, pois é através dela que o paciente poderá expressar todos os seus pensamentos em consultório.

Para Leila Siqueira, coordenadora do curso de Enfermagem da Funorte, a justificativa para esse projeto é porque a Covid-19 costuma deixar sequelas, principalmente, em pessoas que estiveram hospitalizadas em função da doença. 

“Daí a necessidade de vários serviços de saúde estarem ofertando atendimentos aos pacientes, para que tenham acompanhamentos pós-alta hospitalar, sejam pacientes que tiveram quadros moderados (internados em enfermarias) e graves (que passaram por UTI)”, conta. 

Segundo a enfermeira, os pacientes pós-Covid apresentam sequelas bem importantes, tanto motoras quanto respiratórias. 

“Eles têm bastante fraqueza muscular, falta de ar, tolerância um pouco mais baixa ao exercício. Precisam de um tempo para se reabilitarem. E não existe nenhum protocolo estabelecido na literatura. Diante desse quadro, torna-se fundamental o papel das instituições de ensino superior, por meio da extensão universitária, no combate a essa situação, aplicando o conhecimento produzido em âmbito acadêmico a ações efetivas de apoio social”.

Por isso, de acordo com Leila Siqueira, o projeto é uma ferramenta importante para produzir evidências na área da reabilitação pós-Covid.