Coordenadores de vigilância em saúde de 53 municípios do Norte de Minas se reuniram ontem em Montes Claros para alinhar informações e definir os planos de contingência para o enfrentamento das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti no período 2019/2020.

A região registrou neste ano milhares de casos de dengue e os levantamentos realizados em novembro para identificação de focos do mosquito nos domicílios mostraram que o risco de epidemia ainda é alto em vários municípios.

No encontro de ontem foram feitos ajustes nas propostas de ações elaboradas pelos municípios para combater o transmissor também da zika e chikungunya.

“O encontro teve o objetivo de contribuir para a organização dos serviços de saúde dos municípios de maneira intersetorial, contemplando aspectos relacionados à vigilância em saúde, controle vetorial, assistência a pacientes, gestão e mobilização”, explica a coordenadora do Núcleo de Vigilância Epidemiológica, Ambiental e de Saúde do Trabalhador da Regional de Saúde de Montes Claros, Agna Soares da Silva Menezes.

O coordenador do Núcleo de Vigilância em Saúde da Regional de Montes Claro, Valdemar Rodrigues dos Anjos, alertou para o fato de que, ao contrário de outros anos, a transmissão de doenças por parte do Aedes aegypti está ocorrendo durante todo o ano.

“Antes, o período de alta transmissão se concentrava entre os meses de janeiro a junho. Isso significa que o Aedes está se adaptando às condições climáticas e de meio ambiente da região”, avalia.

Valdemar ressalta que a proliferação do mosquito, que até pouco tempo estava concentrada em água acumulada em materiais inservíveis, atualmente acontece preferencialmente em depósitos de água (tambores, caixas d’água, tanques), cujo uso é muito comum na região em função da escassez hídrica.