Em apenas uma semana, mais cinco mortes provocadas pela dengue foram confirmadas em Minas. Já são 168 vidas perdidas na batalha contra o mosquito Aedes aegypti em 50 cidades mineiras. O número, no entanto, pode aumentar. Outros 93 óbitos são investigados, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG).

Até o momento, o Estado registrou 483 mil notificações da enfermidade, número que sofreu redução em relação ao da semana anterior, que havia 484 mil ocorrências. A queda se deve à exclusão de casos suspeitos que já tiveram o resultado divulgado e o diagnóstico descartado.

Essa é a segunda pior epidemia já enfrentada por Minas desde 2010. Só em 2016 houve mais registros – 517 mil.
 
OUTRAS DOENÇAS
Em relação à chikungunya, Minas tem 2,8 mil casos. Foram 15 a mais na comparação com o último boletim. Uma morte foi confirmada em Patos de Minas, na região Centro-Oeste. Outro óbito segue em investigação. Já a zika deixou 732 doentes neste ano.

Na semana passada, O NORTE mostrou que mais da metade das cidades mineiras estão com registros elevados de dengue. Atualmente, 441 dos 853 municípios têm incidência “alta” ou “muito alta” da doença.

A líder desse ranking é uma cidade norte-mineira. Com 20 casos prováveis de dengue registrados em quatro semanas, Josenópolis é a cidade com maior incidência de dengue no Estado. Com apenas 4.884 moradores, é o único município da região com incidência considerada “alta” e, nesta situação, só aparece, em todo o Estado, Tumiritinga, no Leste de Minas.
 
CENÁRIO CRÍTICO 
Para piorar, o Estado deve enfrentar um novo pico epidêmico já no próximo mês. As chuvas dos últimos dias, as altas temperaturas típicas desta época do ano e a existência de inúmeros criadouros do Aedes aegypti, principalmente dentro das residências, contribuem para um cenário pessimista, apontam especialistas.

Uma das ações previstas para 2020 é a soltura de Aedes infectados com a bactéria Wolbachia. O Estado terá uma fábrica do chamado “mosquito do bem”, sugerido como alternativa para bloquear a transmissão da dengue.

O laboratório será gerido pelo governo de Minas em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e construído com recursos da mineradora Vale, em contrapartida aos danos causados pelo rompimento da barragem em Brumadinho.