Devido à falta de médico infectologista, o Hospital Universitário Clemente de Faria (HUCF) anunciou que suspenderia o tratamento a portadores de HIV a partir de 22 de fevereiro. Porém, o hospital, que é referência no Norte de Minas no atendimento de pessoas com HIV e Aids, conseguiu unir forças com órgãos públicos para continuar oferecendo o serviço à população. As ações foram pactuadas em reunião realizada na sede regional do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). 

Para não suspender os atendimentos, o HUCF contou com apoio do Colegiado dos Secretários Municipais de Saúde de Minas Gerais (Cosems - MG) e também com a Superintendência Regional de Saúde (SRS). Além dos pacientes que residem em Montes Claros, o hospital, que é vinculado à Unimontes, recebe pessoas de outras cidades que necessitam de acompanhamento médico, tratamento psicológico e social. 

A superintendente do HUCF, Príscilla Barros de Menezes, informou que a continuidade do atendimento aos pacientes de HIV foi garantida após consenso dos representantes dos órgãos presentes na reunião na sede do MPMG em torno da importância da manutenção do serviço oferecido pelo hospital da Unimontes. Nesse sentido, foi decidido que será feita uma somatória de esforços para a contratação de médico clínico, a ser capacitado pelo Município e pelo Estado para a condução do tratamento dos portadores da patologia. 

O MP solicitou à SMS que, dentro de 15 dias, apresente um estudo de viabilidade técnica e jurídica da contratação de profissional médico infectologista e/ou médico clínico para o Município, a fim de fortalecer a rede de atendimento aos pacientes soropositivos.
“Saímos confiantes da reunião, uma vez que foi percebida uma união de esforços para melhorar o atendimento em todo o município e planejamento para discussão da melhoria da saúde na macrorregião Norte dos pacientes portadores de HIV/Aids”, afirmou a superintendente do HUCF. 
 
DADOS 
De acordo com o Núcleo de Vigilância Epidemiológica em Ambiente Hospitalar (Nuveh), vinculado ao Hospital Universitário Clemente de Faria (HUCF), referência nesse tipo de atendimento na região, em 2018 havia 125 pessoas com HIV/Aids sendo assistidas na unidade de saúde. Destes, 16 eram crianças e 23, gestantes. Foram registrados 11 óbitos.

Até o mês de outubro do ano passado, foram registrados e atendidos 88 casos: 13 eram de crianças expostas ao HIV, 13 eram gestantes HIV+ e outras 62 pessoas com HIV/Aids. Também foram contabilizados nove óbitos.



O MP solicitou à SMS que, dentro de 15 dias, apresente um estudo 
de viabilidade técnica e jurídica 
da contratação de profissional médico infectologista e/ou 
médico clínico para o Município, 
a fim de fortalecer a rede 
de atendimento aos 
pacientes soropositivos