Estar em uma cama de hospital e ainda longe da família, sem poder receber visitas, é uma situação muito dolorosa para qualquer paciente. Para os familiares a angústia também é grande. E essa tem sido uma situação comum neste período de pandemia, principalmente para os que estão internados por causa da Covid-19. Em função do risco de contágio, os pacientes ficam isolados.

Para tentar amenizar essa dor e reduzir a distância, o Hospital das Clínicas Dr. Mário Ribeiro da Silveira tem usado a tecnologia. Servidores da unidade de saúde fazem chamadas de vídeo entre os familiares e a pessoa internada. Uma alegria de poder ver um ente querido, mesmo que pela tela do computador, do tablet ou do telefone.

“Muitos se alegram e se emocionam com as videochamadas e percebemos que é um grande alento para ambas as partes. Tivemos uma videochamada para a família cantar parabéns para um paciente. Ele não conseguia falar, mas, mesmo debilitado, levantou a mão e sinalizou que tinha gostado. Foi emocionante”, conta a psicóloga Ana Paula Fernandes.

Junto com a também psicóloga Alana Gândara, Ana Paula coordena o trabalho da Ouvidoria Humanizada. Além das videochamadas, elas organizam a divulgação do boletim do estado de saúde dos pacientes para os familiares, acolhem essas pessoas, recebem sugestões, reclamações que são levadas à direção para promover melhoras no hospital.
 
ACOLHIMENTO
De acordo com Ana Paula, o trabalho da Ouvidoria Humanizada funciona como um elo de ligação entre os pacientes que estão se tratando da Covid com os familiares, bem como registrar situações positivas e negativas para que haja uma melhora na comunicação entre todas as partes.

Apesar de as informações serem passadas por telefone, Alana Gândara afirma que muitos familiares, angustiados, acabam indo ao hospital em busca de notícia. “Acolhemos esses familiares que chegam aqui. Sabemos que é muito perigoso ir até o hospital, mas entendemos a situação dos familiares e damos todo o suporte necessário. Fazemos uma escuta qualificada, ouvimos o que têm para nos falar: seja de sofrimento, das angústias. Escutamos, acolhemos e procuramos resolver”.

Para o filho do seu Romeu Alves da Silva, internado no HC, a atenção da Ouvidoria tem ajudado muito a família. “Quero parabenizar o excelente trabalho que as meninas estão fazendo aqui no hospital. Tanto as meninas da Ouvidoria quanto os funcionários e toda equipe têm atendido muito bem o meu pai. O trabalho delas de acolhimento foi um diferencial para mim e toda minha família, que fomos super bem atendidos, ouvidos e acolhidos nesse momento tão difícil”, explica Romeu.

Os atendimentos funcionam todos os dias, das 7h às 19h.