A esta altura, quem vai curtir férias longe de casa já deve ter levado o carro para revisão, reservado pousada e dado aquela passada na farmácia para comprar o protetor solar. Porém, as famílias não podem esquecer da blindagem contra doenças. Vacinação é palavra de ordem para os viajantes. A proteção precisa ser ainda maior contra o sarampo, que colocou em surto algumas cidades do país.

O alerta vale tanto para municípios mineiros, onde há a circulação do vírus causador da doença, como para São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e região Nordeste.

Locais com aglomerações durante os passeios aumentam os riscos de contágio a quem não está imunizado. Vale lembrar que a enfermidade é altamente transmissível e pode até matar.

“Estão suscetíveis à doença as pessoas que não foram vacinadas conforme o calendário básico, independentemente da idade. Portanto, todos que pretendem viajar e não possuem as doses necessárias devem receber a tríplice viral 15 dias antes da viagem para a completa proteção e dos familiares”, afirma o coordenador de Doenças e Agravos Transmissíveis da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Gilmar Coelho.
 
CASOS
Em 2019, 130 mineiros tiveram sarampo, conforme o último boletim disponibilizado. Atualmente, 471 notificações estão em investigação.  

A SES informou que alerta os municípios a registrar todo os casos suspeitos, além de implementar medidas de prevenção e controle, especialmente nas férias. Entre as ações da secretaria estão comunicados direcionados aos profissionais de saúde e a elaboração de um plano de contingência.

Também na tentativa de conter o avanço do vírus, o Ministério da Saúde realizou, em 2019, duas campanhas de vacinação. Na primeira, de 7 a 25 de outubro, crianças de 6 meses a menores de 5 anos foram imunizadas. Já a segunda etapa, de 18 a 30 de novembro, foi direcionada a pessoas de 20 a 29 anos.

Todas as crianças devem receber a “dose zero” da tríplice viral aos 6 meses de vida, a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Adolescentes e adultos até 29 anos devem receber duas doses. Uma aplicação basta para pessoas de 30 a 49 anos