Eleições 2022

Montes-clarenses querem educação melhor em 2023

Na semana que antecede a votação, O Norte foi saber o que a população espera dos eleitos

Larissa Durães
Publicado em 26/09/2022 às 21:43.
Professora Ana Paula Gama (acima) e Selma Rodrigues: desejos de uma educação melhor. (ARQUIVO PESSOAL)

Professora Ana Paula Gama (acima) e Selma Rodrigues: desejos de uma educação melhor. (ARQUIVO PESSOAL)

Todos, um dia fomos crianças, e sonhamos com um país melhor. Não foi diferente para o acadêmico de História da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), George Daniel Rodrigues Fonseca, de 25 anos. Ele conta que desde criança, sonhava em viver em um país em pleno desenvolvimento, onde não existiriam pessoas pobres, com serviços públicos de qualidade e educação ponta.  

“Do jeito que criança sonha, sem pensar em todos esses termos difíceis! Na medida que fui crescendo, passei a entender que existem desafios para chegar nesse Brasil dos sonhos. E mais ainda, entendi que só a democracia é capaz de suprir as nossas demandas, através dos projetos políticos e que nesse momento está tudo muito difícil”.

George Daniel ressalta o que espera dos eleitos no domingo (2).

“E é pensando nesse Brasil democrático e nessa universidade plural, que sigo, acreditando num país de oportunidades para a juventude a partir do ano que vem. Onde teremos emprego e renda para a população ativa. Acredito em um país que irá investir em educação para um desenvolvimento pleno e sustentável. Por isto, espero que a partir do ano que vem, o Brasil melhore a sua educação e volte a ser de todos, no plural”, deseja o acadêmico.

Selma Zenaide Santos Rodrigues, de 46 anos e mãe de duas estudantes, de 11 e 17 anos, até achava que o ensino nas escolas das filhas era bom, mas isto mudou com a pandemia. 

“Deixou muito a desejar. Porque, devido ter que estudar de casa, por mais que a gente ensina, sem a explicação olho no olho dos professores e a interação com os colegas, não deixou de atrapalhar”, acredita. 

Selma espera que os governantes, ajudem a melhorar ainda mais o ensino nas escolas. 

“Espero que mude pra melhor e que todos possam contribuir com essas melhorias”, espera.  

Para o ano que vem, Dona Selma, gostaria que a municipalização das escolas não aconteça.  

“Não quero que aconteça. As meninas já estão ‘acostumadinhas’ na escola, e dizem que vai ter uma mudança do prédio, eu não queira que mudasse não”, frisa.  

Selma deseja uma pequena mudança no ensino da religião. 

“Queria que fosse uma matéria que esclarecesse, que falasse de Deus, não de igrejas, porque pra mim, igreja é a gente. Se colocassem filosofia e religião, ia ser ainda melhor”, finaliza. 

Professores valorizados

Na avaliação do cientista político Geelison Silva, os norte-mineiros esperando por políticos honestos e que diminuam as diferenças econômicas entre a população. 

“O que o cidadão, em geral, está querendo, é que haja emprego e que aja uma melhoria na situação econômica. Ou seja, que aja um aumento da renda, que aja uma estabilização da inflação, que aumente o poder de compra, o acesso a recursos financeiros econômicos e uma melhoria nas condições de vida”, pontua. 

É a condição que a professora de biologia e ciências de ensino médio fundamental da Escola Estadual Levi Durães Peres, Ana Paula Gama Dias de Oliva, quer. 

“O professor está sendo colocado como a última profissão das profissões. Sendo que é a que dá base para as outras profissões. Meu sonho é que sejamos valorizados, que tenhamos um salário digno, que tenhamos nas escolas materiais pra gente poder melhor o ensino que damos aos alunos, a nossa didática, salas mais amplas e ventiladas, laboratórios melhores, refeitórios adequados e capacitação para os professores.

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