Eleições 2022

Cenário desafiador marca 2º turno das eleições em MOC

Juiz eleitoral do município define o processo como “mais difícil que de costume”

Márcia Vieira
Publicado em 31/10/2022 às 22:13.
Gabriel Souza(OAB), promotor Flávio Márcio Pinheiro, juiz Bruno Sena Carmona, cel. Rômulo e Marcos Fellipe Vitorino(OAB). (ASSESSORIA OAB)

Gabriel Souza(OAB), promotor Flávio Márcio Pinheiro, juiz Bruno Sena Carmona, cel. Rômulo e Marcos Fellipe Vitorino(OAB). (ASSESSORIA OAB)

O pleito eleitoral em Montes Claros chegou ao fim neste domingo, depois de desafios que tornaram o processo mais “difícil do que de costume”. 

Essa é a análise do juiz eleitoral Bruno Sena Carmona, que considerou o processo desafiador com ataque à legitimidade do processo eleitoral, à lisura das urnas eletrônicas, aos servidores e à magistratura, às instituições como um todo, o que , para dele, “demandou uma carga extra de serenidade, firmeza, sabedoria e empenho no combate à desinformação que aliena, tumultua, divide e pode matar a própria democracia. Democracia que ao final saiu fortalecida, tanto no primeiro quanto no segundo turno, pois os eleitores manifestaram sua vontade de forma livre, sigilosa, segura e ordeira, e a Justiça Eleitoral mais uma vez entregou o resultado cerca de três horas após o encerramento da votação. Resultado hígido, inquestionável, soberano”, afirmou o Juiz. 

Ainda de acordo com Bruno, os pontos de votação não apresentaram filas e não foram registradas ocorrências de relevância. Um eleitor na região da Lagoinha teria filmado o voto, foi denunciado por um morador, identificado, mas não foi conduzido porque não foi localizado. 

A Ordem dos Advogados do Brasil , subseção Montes Claros fez plantão especial durante o pleito, assim como no primeiro turno. A OAB Montes Claros também lançou, nacionalmente, com o respaldo da Seccional Mineira, o aplicativo Voto Legal, onde os eleitores puderam realizar denúncias a respeito de irregularidades na campanha eleitoral.

“Recebemos denúncias de vários estados do Brasil, durante os dois turnos, e os cidadãos puderam exercer a cidadania para além do voto, sendo agentes ativos no combate à corrupção, não só neste ano, mas durante todas as próximas campanhas eleitorais”, ressalta Herbert Alcântara, presidente do órgão.

Ele pontua que a instituição tem como foco, “garantir o pleno direito ao voto da população e, sobretudo, assegurar as prerrogativas dos e das colegas que estivessem exercendo a sua função. É mais uma demonstração do compromisso da nossa subseção com o livre exercício profissional e o respeito efetivo à classe. Nosso trabalho mostra a importância da advocacia para a manutenção da ordem e a preservação da democracia e dos direitos de todos os cidadãos”, disse o presidente da instituição que acompanhou a apuração dos votos nos dois turnos.

Os plantões especiais foram realizados pelos presidentes das comissões de Assistência, Defesa e Prerrogativas e Direito Eleitoral, Dr. Marcos Fellipe Vitorino Correia e Dr. Gabriel Sousa e Silva Soares.
 
Números
De acordo com Helen Guimarães, chefe do cartório eleitoral, compareceram neste pleito, 238.281 eleitores, do total de 288.412, aptos ao voto.

No primeiro turno foram 233.621 eleitores. As abstenções foram 50.131, um percentual de 17,44% , menor do que no primeiro turno, com 19,02% quando 54.812 eleitores deixaram de votar. Neste segundo turno votos brancos somaram 3.170( 1,33%) e nulos ,7.276( 3,05). No primeiro, respectivamente, 3.759 (1,6%) e 7.480 (3,17%). 

A chefe do cartório destaca que os trabalhos agora estão voltados para a próxima etapa que é a análise de contas das pessoas que participaram da eleição.

“Terça-feira é o último dia para prestação de contas e a diplomação dos eleitos ocorre até 19 de dezembro”, informou.

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