Associação recebe de vereador doação de exemplar da Constituição em Braille

Associação recebe de vereador doação de Carta Magna para deficientes visuais conhecerem melhor leis e direitos

Márcia Vieira
Montes Claros
Publicado em 17/06/2017 às 07:55.Atualizado em 15/11/2021 às 09:08.
 (Divulgação)
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Os deficientes visuais de Montes Claros que ainda não tinham acesso à Constituição Federal e à Constituição do Estado de Minas Gerais têm motivos para comemorar. A Escola do Legislativo de Montes Claros doou exemplar em Braille ao gabinete do vereador Valcir Soares, que foi imediatamente repassado à Associação dos Deficientes de Montes Claros (Ademoc). “A Constituição vem permitir que mais pessoas tenham acesso aos seus direitos”, disse Valcir Soares.

De acordo com o vereador, presidente de honra da entidade, a Ademoc já possui em seu acervo alguns livros como o Estatuto de Direito da Pessoa com Deficiência, a Bíblia, e outros de literatura. O Braille é o sistema de leitura e escrita baseado em 64 símbolos em alto relevo e utilizado universalmente pelos deficientes visuais. O sistema foi criado pelo francês Louis Braille em 1824 e no Brasil começou a ser utilizado em 1864. Dados do IBGE, de 2010, apontam que no país, mais de 6,5 milhões de pessoas têm alguma deficiência visual. Para Sivaldo Ribeiro Santos, professor de filosofia e presidente da Associação dos Deficientes Visuais de Montes Claros (Adevimontes), o item é fundamental na educação dos deficientes, que hoje gira em torno de 200 na cidade. “A inclusão social acontece quase sempre por via eletrônica, mas o exemplar impresso é importante para quem não tem acesso eletrônico. A defesa dos direitos começa pelo conhecimento. O Braille é e sempre será para nós, ‘o método’”, diz Sivaldo.

 O professor vê a Constituição como leitura obrigatória e revela ter participado, por meio de movimentos sociais, de muitas emendas que foram incluídas na Constituição de 1988. “A constituição era pra ser de gabinete, sem a participação popular, porém, com os movimentos conseguimos avanços e a inclusão de minorias. Minha única tristeza é saber que hoje estão mexendo em causas pétreas e desconfigurando a Constituição”, declara Sinvaldo.

O professor sugere ainda que um exemplar da Constituição seja encaminhado à Biblioteca Pública Municipal, onde a frequência e necessidade dos deficientes é alta.Atualmente, o Senado Federal já disponibiliza cerca de 100 títulos em braile, entre eles a Constituição, o Código de Defesa do Consumidor e o Estatuto da Criança e do Adolescente.

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