O vereador Sérgio pereira (DC) entrou com requerimento na Câmara Municipal de Montes Claros solicitando ao prefeito que, a exemplo de outras gestões, retorne com o atendimento a lideranças rurais em um dia específico da semana. Mas o documento de n° 32/2019 foi rejeitado pelos parlamentares.

“Infelizmente, os nossos colegas não aprovaram a medida, acredito que a pedido do prefeito e para que o homem do campo fique refém deles. Caso o morador da zona rural não encontre um vereador para interceder por ele, não terá suas demandas atendidas”, lamentou Sérgio, que tem sua base eleitoral no campo, mas, ainda assim, alerta para a necessidade de essas pessoas terem acesso direito à administração municipal.

Ele aponta como uma das principais queixas dos moradores da zona rural a situação precária das estradas.

“Eles não querem muito e, mesmo assim, estão completamente esquecidos pela administração. Com as estradas ruins, não conseguem escoar a produção, o transporte escolar fica prejudicado e também o transporte de passageiros. Quando fazem algum reparo, é um serviço mal feito. Colocam o cascalho e não compactam. Temos 10 distritos com média de 3 mil habitantes e essas famílias merecem um tratamento digno”, acrescenta Sérgio.
 
DECRETO
Adenílson Leite, que assumiu recentemente a presidência do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural (CMDRS), aponta que a entidade agrega 180 associações e, para ele, o chefe do Executivo tem pecado em pontos cruciais em relação ao homem do campo. 

“Ele (Humberto Souto) não assinou decreto de estado de emergência e, com isso, acabou com qualquer chance de os agricultores conseguirem benefícios. Não se sabe o motivo. Ele não explica e não abre agenda para as necessidades da zona rural”, afirmou Adenílson Leite. 

A seca no Norte de Minas é um problema recorrente. Com base no decreto, órgãos como o Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs) e a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) podem minimizar as dificuldades e atender aos distritos com carros-pipa. “É uma medida reconhecida pelo Estado e pela União e facilita a vida no campo. Não conseguimos sequer uma reunião com o prefeito. Nós assumimos o conselho com a pretensão de estabelecer o diálogo, mas o Executivo continua atendendo apenas aos vereadores que estão alinhados politicamente com ele. Não há um atendimento por igual”, pontua Adenilson.

O secretário de Agricultura, Osmani Barbosa, não foi encontrado para falar sobre o assunto até o fechamento da edição.