A tentativa de alcançar 100% dos eleitores no recadastramento biométrico ganhou reforço ontem, com a presença em Montes Claros do presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), desembargador Rogério Medeiros Garcia de Lima, que iniciou a agenda recebendo a imprensa no Cartório Eleitoral. 

“Começar por aqui foi justamente para divulgar a biometria e nosso palco de operações. Estamos quase atingido a meta de alcançar a metade dos eleitores de Montes Claros, onde o cadastramento biométrico será encerrado em fevereiro. Em alguns municípios menores, que encerram em novembro, já estamos quase fechando. Vamos cumprir a meta. Todos os eleitores terão que estar cadastrados, e, com a foto, evita-se que um eleitor vote em nome de outro”, aposta o desembargador, que destacou a cidade como sua segunda casa.

“Eu tenho uma programação para as principais cidades do Estado, mas Montes Claros é muito especial para mim, porque fui juiz aqui entre 1992 e 1995 e me considero montes-clarense de coração”, disse.
 
NOTÍCIAS FALSAS
Em um segundo momento, o presidente do TRE-MG cumpriu agenda com prefeitos da região, em evento na Associação dos Municípios da Área Mineira (Amams). Ele enfatizou que um dos trabalhos mais fortes do TRE está relacionado às chamadas “fake news”. De acordo com o Rogério Garcia de Lima, Minas Gerais e Paraná foram os estados com maior número de ocorrências. 

“Tivemos que criar, naquele calor, uma força-tarefa para conter a avalanche de notícias falsas e dar a contrainformação no mesmo dia. Temos a preocupação de evitar, nas eleições futuras, a proliferação dessas “fake news”, que deram muito problema nas eleições de 2018. As notícias veiculadas contra candidatos e partidos políticos, até no dia da eleição, colocaram em dúvida, indevidamente, a confiabilidade da urna eletrônica e de todo o processo eleitoral. Isso tumultuou bastante o processo e queremos evitar que ocorra novamente”, destacou.
 
FUNDO PARTIDÁRIO
Outro ponto abordado pelo desembargador foi sobre o Fundo Partidário, cuja fiscalização está mais acentuada, para evitar que os recursos sejam desviados. Ele alertou os agentes políticos sobre a necessidade de se cumprir as cotas de gênero, sendo 30% das vagas para o sexo feminino e 70% para o sexo masculino.