A prestação de contas da Prefeitura Municipal de Montes Claros volta a ser alvo de questionamento dos vereadores, que pedem uma explicação detalhada sobre o assunto, principalmente na área da saúde. 

O parlamentar Marlon Xavier, que na semana passada presidiu a reunião de prestação de contas, reitera que há uma incoerência por parte do gestor municipal que, ao receber recursos dos governos para aplicar exclusivamente no setor da saúde, não apresenta à população um resultado convincente.

“O povo de Montes Claros fez o seu papel por meio das contribuições e impostos pagos. A secretaria vem e apresenta uma exposição de grandes números, mas isso não tem chegado até a população”, disse Marlon.

Para o vereador Ildeu Maia (Progressistas), a área da saúde é a mais crítica. “Existem pessoas morrendo, com necessidade de cirurgias urgentes e a prefeitura não age para resolver o problema”, pontuou.

Ildeu conta que, em visita ao Ceanorte esta semana, assistiu a um quadro dramático de um senhor que trabalhava mesmo sem ter condições para isso. “Ele mal conseguia ficar em pé e pedia pelo amor de Deus para conseguirem uma cirurgia de hérnia, pois nos hospitais não atendem e o município não facilita o processo. A secretaria tem R$ 140 milhões em caixa e a única coisa que o prefeito tem feito é contratar pessoas para chefia de unidade de saúde, o que parece mais uma contratação eleitoreira do que uma solução para as necessidades da população”.

O vereador ainda alertou que tem sabido de pessoas que estariam com Covid, mas que tiveram dificuldade para se submeter ao teste pela Secretaria de Saúde e mesmo sem condições financeiras custearam o exame.

“Além de não conseguirem o teste, não recebem apoio para tratamento adequado. Falta competência do prefeito para tratar com o dinheiro público, já que as pessoas têm feito o seu papel e a Câmara também, ao facilitar os trâmites para a chegada dos recursos. A UPA Chiquinho Guimarães nós queremos que funcione, mas de maneira adequada, sendo um ponto de apoio para a população. Não precisava ter sido reservada apenas para pacientes em estado grave. A pessoa que entra com uma dispneia e precisa de oxigênio poderia usar um leito ali, mas o que encontramos foi um local fechado, com os respiradores encaixotados, tudo lacrado e sem estar preparado para qualquer situação”, disse Marlon, membro da Comissão de Saúde do Legislativo.

A secretária Municipal de Saúde, Dulce Pimenta, não atendeu às ligações para falar sobre o assunto.