Nos cinco municípios do Norte de Minas que tinham prazo até o último dia 10 para o cadastramento biométrico, não chegaram a 85% o total de eleitores que fizeram o registro. Além de não poder votar nas próximas eleições municipais, quem não cadastrou a biometria perderá o título de eleitor. Pelo menos 4.500 cidadãos desses cinco municípios norte-mineiros não compareceram. 

De acordo com levantamento da Justiça Eleitoral, o município de Mamonas foi o que teve maior número no cadastramento biométrico, com 84,21% do eleitorado, seguido de Glaucilândia, com 81%. No município de Olhos d’Água, dos cerca de 4.900 eleitores, 1.299 deixaram de se cadastrar. Em Francisco Dumont, 76,30% dos eleitores fizeram o cadastramento e, em Itacambira, 76,88%. 

O eleitor que não fez o processo de cadastramento biométrico teve o título cancelado automaticamente. A Justiça Eleitoral ainda não se pronunciou quanto à possibilidade de haver prorrogação do prazo ou como procederá com relação aos títulos cancelados. 
 
MULTA
Normalmente, para regularizar a situação, o eleitor que teve o título cancelado pagava multa no valor de R$ 3,51 por turno de votação que tenha faltado. Depois, o cidadão precisava se dirigir a um cartório eleitoral e apresentar documento de identificação e comprovante de residência, para solicitar a regularização do título. 

Cidadãos com título de eleitor cancelado ficam proibidos de obter passaporte ou carteira de identidade, receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos de função ou emprego público, autárquico ou paraestatal, bem como de fundações governamentais, empresas, institutos e sociedades de qualquer natureza, renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo, entre outras privações. 

Em Engenheiro Navarro, Mirabela e Patis, os eleitores devem procurar o cartório eleitoral até 17 de dezembro deste ano para garantir o cadastramento biométrico. Já em Montes Claros e Mirabela o prazo vai até 21 de fevereiro de 2020.