O secretário de Estado de Governo, Bilac Pinto, garantiu nesta segunda-feira (9) que a solicitação feita pelo Ministério Público de Contas (MPC), para que Minas suspenda a comercialização do nióbio, não deve interferir na data para o pagamento do 13º salário dos servidores.

O projeto que garante os recursos para a gratificação natalina foi aprovado em segundo turno na Assembleia Legislativa. No entanto, na última semana, o MPC entrou com o pedido para a suspensão da operação, como forma de proteger o patrimônio do Estado, já que o Executivo não teria apresentado o real valor do que pretende negociar. A análise do caso será feita pelo Tribunal de Contas.

“A operação continua tendo o prosseguimento normal dela. Acredito que o foro legítimo para ter essa discussão é o TCE, que vai se reunir nesta semana, analisar e discutir a questão. Esta é uma operação transparente, tranquila, e vamos seguir o encaminhamento normal dela. Tão logo essas questões sejam resolvidas, imagino que aconteça ainda nesta semana, vamos dar prosseguimento à operação na Bolsa de Valores”, afirmou o secretário, durante o balanço do primeiro ano do governo.

O governador Romeu Zema (Novo) já sancionou o projeto e corre agora contra o tempo para ver se consegue anunciar ainda nesta semana uma data para o pagamento do 13º salário do funcionalismo neste ano. A operação para a venda dos créditos do nióbio é feita na Bolsa de Valores, que ainda deve marcar a data do pregão.
 
EMPREGOS
Durante o balanço do governo, Zema afirmou que a expectativa é a de que sejam gerados 16 mil empregos no próximo ano, já que os protocolos de intenções de investimento no Estado somam R$ 50 bilhões.

“Os empregos já começaram a ser gerados para as obras de construção desses locais. O número de postos (de trabalho) deve ser ainda maior”, declarou o governador, salientando que os detalhes de setores, empresas, locais e a divisão dos investimentos serão apresentados somente nesta quinta-feira pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico.