O senador Rodrigo Pacheco (Democratas) garantiu, por meio de emenda parlamentar, o valor de R$ 1,4 milhão para o Hospital Dílson Godinho. A notícia chega em um momento em que Montes Claros está impedido de receber recursos na área de saúde, por estar com as contas municipais irregulares desde o ano de 2017, quando o prefeito Humberto Souto deixou de cumprir os índices constitucionais exigidos por lei.

As unidades hospitalares da rede privada têm obtido apoio do senador mineiro, votado na região Norte de Minas, com vistas a minimizar o impacto da crise em todo o Estado, com destaque para Montes Claros. 

“Nos momentos de crise financeira, a saúde é um dos setores que necessitam de uma atenção especial dos governantes. É isso que tenho buscado fazer no mandato. Definir prioridade e trabalhar para que os recursos cheguem efetivamente onde se faz mais necessário”, disse o senador. 

O recurso é efetivado com depósito na conta do hospital, que é referência para a população da região, especialmente nas áreas de oncologia e nefrologia. Com o recurso, o hospital garante o atendimento a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) em, no mínimo, 60%.

A Fundação Dílson de Quadros Godinho realiza aproximadamente 7 mil procedimentos de radioterapia, 2.500 consultas médicas na oncologia e 1.300 procedimentos de quimioterapia. 

As verbas para a área de saúde são mais um dos compromissos cumpridos pelo senador, que recentemente atendeu a região com a destinação de R$ 55 milhões para a retomada das obras da barragem de Jequitaí, sendo que, destes, R$ 5 milhões se referem à contrapartida do governado de Minas, como preconiza a lei. 
 
SEM RESPOSTA
Semanalmente, a Câmara Municipal de Montes Claros traz à baila a fragilidade no sistema de saúde do município. Em uma das denúncias mais recentes e polêmicas, quatro vereadores, munidos de documento, acionaram o Tribunal de Contas do Estado, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal para investigar o prefeito Humberto Souto, que estaria manipulando dados contábeis para maquiar a não aplicação de recursos.

Na saúde, dos 15% obrigatórios, apenas 7,5% foram aplicados no município. Com a confusão nas contas, o município de Montes Claros teve o nome inserido em cadastros negativos e está impedido de receber o socorro financeiro habitualmente direcionado por parlamentares. Sem medicamentos, consultas, exames e cirurgias, aumenta a busca pelo atendimento nas unidades privadas. Procurada pela reportagem para se posicionar sobre o assunto, a Secretaria Municipal de Saúde não deu retorno até o fechamento desta edição.