Camelôs iniciam protesto buscando apoio dos vereadores: associação espera reunir 500 pessoas em passeata pela renovação de contratos vencidos no Shopping popular

Jornal O Norte
11/04/2006 às 10:37.
Atualizado em 15/11/2021 às 08:32

Eduardo Brasil


Repórter


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Termina no final da tarde de hoje o prazo sinalizado pela Associação dos ambulantes e camelôs de Montes Claros para que a prefeitura renove os contratos com os lojistas que atuam no Shopping Popular, vencidos desde 2004. Caso contrário, a entidade inicia movimento radical de protesto contra a administração municipal.

Mas a manifestação vai começar agora pela manhã, quando representantes da categoria acompanharão reunião ordinária da câmara municipal na expectativa de receber o apoio dos vereadores - respeitando o regimento interno, segundo Cássia de Brito, presidente da associação, para que a prefeitura decida pela renovação do contrato, já que a Prevmoc se dispôs a assinar o convênio.

- Vamos sair em passeata, saindo da porta do shopping com direção à câmara municipal. Queremos mobilizar pelo menos quinhentas pessoas nessa manifestação - diz.

REAÇÃO

A reação da associação contra o que chama de morosidade da prefeitura ocorre antes mesmo de uma segunda reunião da diretoria da entidade com a secretária de Governo, Márcia Saraiva, e com a comissão de vereadores (Cori Ribeiro - PPS, Valcir Soares e Ademar Bicalho - PTB) prevista para esta semana, com o objetivo exatamente de definir as reivindicações para envio ao executivo. Na semana passada reunião com essa finalidade foi frustrada pelos ânimos exaltados, segundo o vereador Cori Ribeiro, que criticou atitudes desequilibradas.

- O vereador disse que sou desequilibrada. Desequilibrado é ele. Ao lado de Ademar Bicalho, antes da reunião, nos garantiu todo apoio, mas mudou de comportamento, ele e Ademar, assim que a secretária chegou à sala. Ficaram em cima do muro, intimidados. Quanto a mim, estou pronta para o diálogo e nego mais uma vez que esteja dificultando as negociações. A prefeitura é que emperra a questão, sobretudo agora que a Prevmoc decidiu assinar os contratos. Ou seja, só dependemos da boa vontade do prefeito que prometeu emprego para o povo - ressalta Cássia de Brito.

PRECIPITAÇÃO

Cori Ribeiro, que é líder do governo na câmara, preferiu não responder ao que considerou provocação de Cássia de Brito. Segundo ele, o mais importante, seria, em vez de criar mais polêmicas, procurar uma solução e não colocar novos obstáculos para um entendimento.

- Não participo deste tipo de jogo. Estamos preocupados em resolver a questão da categoria e não em promover debates inócuos. Qual é a verdadeira intenção (de Cássia)? Resolver o impasse ou tumultuar o processo de entendimento em curso?

Em relação ao movimento de protesto, Cori Ribeiro entende como uma precipitação, considerando que nem mesmo as reivindicações dos lojistas estão definidas em documento oficial.

- O sensato seria aguardar pela reunião que a secretária confirmará ainda para esta semana.   

Cássia de Brito, no entanto, retruca o vereador observando que esse procedimento visa unicamente protelar uma solução para o impasse. Segundo ela, a prefeitura não tem o que discutir com a categoria para que possa assinar os contratos, uma vez que as coisas já estão colocadas com muita clareza.

- O município já conhece oficialmente as nossas reivindicações, principalmente em relação à renovação dos contratos. Não vamos tolerar qualquer prorrogação que mantenha o camelô em situação ilegal no Shopping popular.

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