A previsão de que a pandemia pelo novo coronavírus pudesse reduzir drasticamente o comparecimento do eleitor às urnas neste domingo não se confirmou em Montes Claros. Nem mesmo a chuva que caiu durante quase todo o dia foi suficiente para afastar o cidadão do direito da escolha do próximo gestor municipal e legisladores.

O comparecimento às urnas, segundo Rodrigo Alves, analista do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG) em Montes Claros, foi de 78,95%, com um índice de abstenção de 21,05% – abaixo da média nacional.

“Quase 60 mil eleitores deixaram de votar. Foram computados 3.236 votos brancos e 8.912 votos nulos. Normalmente, a eleição municipal tem maior comparecimento e a pandemia não atrapalhou, inclusive com a presença de muitos eleitores do grupo de risco”, declarou Rodrigo.

Em comparação com 2016, o índice de faltosos foi maior, saltando de 17,58% naquele ano contra os 21,05% deste ano. No entanto, há que se considerar que, nestas eleições, Montes Claros tem 6,39% a mais de eleitores – são 16.778 pessoas a mais do que no pleito de 2016, totalizando 279.274 aptos a votar. 

Comparado a 2018, o índice de abstenção se manteve praticamente o mesmo. “Em 2018, o eleitorado foi para 269.226 e a biometria estava em 63.910. A abstenção foi de 20,32%”, compara Rodrigo.
 
RECORDE NO PAÍS
O índice de abstenção bateu recordes em quase todo país, o que incluiu Belo Horizonte.

Na capital mineira, o percentual de pessoas que não foram votar bateu na casa de 28,34%, ante 21,66% no pleito municipal de 2016. 

O montante ficou acima também da média nacional. Até a meia-noite de domingo, enquanto algumas cidades ainda não haviam encerrado a contagem de votos, a abstenção era de 23,5%, seis pontos percentuais a mais que a de 2016.

*Com Márcia Vieira e Jornal Hoje em Dia