O primeiro vídeo-documentário feito em Moc e imagens raras do Norte de Minas vão ser exibidos numa exposição na Funorte

Jornal O Norte
30/09/2005 às 10:28.
Atualizado em 15/11/2021 às 08:52

Jonas Botelho e Danniane Dantas

Um grupo de universitários do curso de Comunicação Social/Jornalismo do CRECIH-Funorte (Faculdades Unidas do Norte de Minas) vão organizar a exposição “Resgate Cinema”, que tem como objetivo exibir imagens audiovisuais produzidas na década de 1970. Entre esse materiais encontram-se filmes realizados às margens do rio São Francisco (que já mostram a degradação do Velho Chico), vídeos documentários e a exposição do maquinário usado para a produção das imagens – câmeras de cinema modelo super 8, rolos de filmes e um retroprojetor de imagens super 8. A exposição está prevista para o início do mês de novembro de 2005 e apresentará, entre outras novidades, o primeiro documentário de televisão realizado em nossa região: “Marcha Forçada”.




Equipe de manutenção a caminho da antena da primeira repetidora

Com o propósito de mostrar a manutenção técnica na primeira repetidora de TV da região, “Marcha Forçada” foi produzido em 1979. Dirigido por Éders Barbosa, técnico responsável pelo “bem-estar” técnico da estrutura de repetição, o documentário mostra a difícil trajetória para se chegar ao local onde foi instalada a antena repetidora da TV Bandeirantes – o cume da serra do Espinhaço, no município de Gouveia a 52 km da cidade de Diamantina.

“Gosto muito de cinema, tinha muitas idéias em relação a filmagens e então resolvi fazer o “Marcha Forçada”. Naquela época não existia estrada, o trajeto era feito a cavalo e, na maioria das vezes, enfrentei períodos chuvosos – sem contar a falta de equipamentos. Era difícil a comunicação com a torre; ficávamos um mês sem nenhum contato”, afirma Éders Barbosa. O documentário influenciou na troca de equipamentos e transporte: o trajeto que era feito a cavalo passou a ser realizado em uma caminhonete.




Uma das cenas do vídeo documentário “Marcha Forçada”

Questionado sobre a exposição, Éders diz: “É importante que as pessoas possam ter acesso a esse tipo de material. Tenho fotos, cortes de filmagens, imagens da festa de catopés na década de 1970, imagens de grandes personagens da cultura montesclarense”. Um dos objetivos do evento é lutar para que esse material possa ser exposto e armazenado em um local específico onde as pessoas tenham acesso e conhecimento do assunto.

Este texto faz parte da página produzida pelos acadêmicos do curso de Jornalismo do CRECIH/Funorte - Editores: Ana Gabriela Ribeiro


e Elpidio Rocha - Coordenador do curso: Ailton Rocha Araújo - Coordenadora de produção: Tatiana Murta

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