É fria!

Jornal O Norte
01/06/2009 às 10:04.
Atualizado em 15/11/2021 às 07:00

José Wilson Santos


Jornalista


zewilsonsantos@hotmail.com

A sabedoria popular e o bom amigo Luizão Oportunidades, que sabem tudo, ensinam que onde se ganha o pão não se deve comer a carne. Pois é. É justo. Justíssimo! Se ‘cumpanhêros’ e ‘cumpanhêras’ de trabalho atentassem para essa regra de ouro, muitos problemas, inclusive o do desemprego, seriam evitados.

Abro parêntese pra destacar o desemprego porque desembocamos numa crise tão braba, que o rico empreguinho deve ser mantido a unhas e dentes. O que fica muito difícil quando os amantes entram em pé de guerra e os desacertos pessoais povoam o coletivo no ambiente de trabalho.

Fecho o parêntese lembrando que a sabedoria popular cunhou a frase lá de cima pra mostrar que o envolvimento amoroso entre colegas de trabalho quase sempre é um porre cuja ressaca dá uma dor de cabeça danada. Quem já passou pela experiência, como o degas aqui, sabe bem que quando ‘dá pobrema’ é pior que chute nos países baixos. E se já dava problema quando se amarrava cachorro com linguiça, imagine nesses tempos modernos, nos quais nada parece ser suficientemente importante.

Como fugir de uma convivência que se torna insuportável, quando ambos dividem o mesmo ambiente de trabalho? A roupa suja é lavada em público e fica dependurada à vista dos colegas. Todos sabem de cor e salteado das peculiaridades do caso, dividindo-se em grupos que apóiam um e outro e depois se juntam para gozar as caras dos dois.

O cidadão pondera que se mudou porque a casa era grande demais e tinha grama muito alta.

A madame rebate dizendo que a casa parece grande porque o dito cujo não possui uma mobília de tamanho decente. E que a grama pode ser aparada e até receber desenho artístico, se o jardineiro prestasse pra alguma coisa. E por aí vai, rendendo pano pra manga.

Mesmo quando a mobília se encaixa direitinho na casa, ainda assim é complicado. Conviver 24 horas por dia, todo dia, né brinquedo não. De noite em casa, de dia no trabalho, sem espaço individual, sem uma boa peladinha, que vem a ser joguinho de bola em quadra ou campo de futebol, papo no boteco com os amigos, atendimento privativo do celular e outras ‘cositas mas’.

Assim nem jegue de chuteira agüenta. Portanto, moços e moças dos mesmos ambientes de trabalho, pensem bem antes de começarem a se enroscar por aí. A coisa pode acabar com todas as perdas e danos possíveis.

Agora, se o trem der certo, fineza mandar um convite, porque o degas aqui estará firme e forte na boca livre.

Falei?

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