Wendell Lessawendell_lessa@yahoo.com.br

O cuidado de Deus para com seu povo

Publicado em 05/10/2022 às 22:29.

O salmista declarou que a graça do Senhor é melhor que a própria vida (Sl 63.3). Embora quase sempre esperemos em primeiro lugar bens materiais e sustento físico, as Escrituras nos dizem e provam a partir de inúmeros exemplos que a presença da graça do Senhor é de fato maior e melhor que a própria vida. Se buscássemos o reino de Deus e sua justiça em primeiro lugar, todas essas outras coisas nos seriam acrescentadas (Mt 6.33). 

O problema é que continuamente, em razão de nossa incredulidade e fraqueza espiritual (Mt 13.58), da ausência de maior intimidade com o Senhor (Sl 25.14), colocamos nossos corações nas coisas materiais e nos esquecemos de exaltar a persistente presença da graça salvadora do Senhor conosco.

A viúva de Sarepta ainda precisaria passar por nova e mais terrível experiência. Inicialmente, seu problema era a fome extrema que possivelmente resultaria na morte dela e de seu filho. Agora, uma provação ainda mais severa: seu filho adoeceu e morreu (1Rs 17.17). O que teria sido melhor – se é que se possa dizer “melhor” dentre essas situações: ambos morrerem ou ela ter de conviver com a morte de seu filho?

Talvez a maioria dos pais e mães preferisse morrer junto com seus filhos a fim de evitar o sofrimento de conviver com a ausência deles. Aquela viúva estava sendo novamente provada em sua fé. O que ele deveria fazer? Desesperar-se? Não. Ele deveria crer na Palavra do Senhor como fez anteriormente e consolar-se nele.

Todavia, nosso coração oscila entre a fé e a incredulidade e há momentos nos quais a provação nos lança fortemente contra as rochas, estraçalha-nos os ossos e nos leva à sepultura (Jn 2.2-6). Aquela viúva suspirava a morte.  

Ele sabia que “o salário do pecado é a morte” (Rm 6.23a), porque perguntou ao profeta: “Viste a mim para trazeres à memória a minha iniquidade e matares o meu filho?” (1Rs 17.18); mas o profeta lembrou a ela que “o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 6.23b). Elias orou ao Senhor, seu Deus, reconhecendo que a vida e a morte estão sob o poder do soberano Rei, e então clamou ao Senhor: “Rogo-te que faças a alma deste menino tornar a entrar nele” (1Rs 17.21). “O Senhor atendeu à voz de Elias; e a alma do menino tornou a entrar nele, e reviveu” (1Rs 17.22).  

Soli Deo Gloria! Deus jamais desampara aqueles a quem ele ama!

O Senhor é quem dá vida, respiração e tudo o mais (At 17.24-28). Ele é quem ressuscita os mortos (Mc 5.21-43; Jo 11.1-46). É ele quem dá vida aos mortos espirituais (Ef 2.1-10) e os transporta para junto das águas de descanso (Sl 23.2), dando-lhes a certeza de que estarão para sempre com o Senhor (Ap 21.1-7), na nova Jerusalém, o novo céu e a nova terra, onde não haverá fome nem luto nem dor. 

Aquela viúva ouviu da boca do profeta Elias as palavras da graça salvadora do Senhor: “Vê, teu filho vive” (1Rs 17.23). A vida é um dom de Deus. Ninguém pode tirar ou dar a vida, apenas o Senhor da vida, o Deus presente com seu povo.  

O Senhor deu provas àquela mulher de seu soberano poder e lhe fortaleceu a fé: “Então, a mulher disse a Elias: Nisto conheço agora que tu és homem de Deus e que a palavra do Senhor na tua boca é verdade” (1Rs 17.24).

Não é sempre que Deus vai ressuscitar um filho a fim de nos provar seu poder. Contudo, diariamente, ele nos dá provas de que tem cumprido sua santa Palavra de dar vida aos mortos. 

Quer mesmo tornar-se uma pessoa de fé? Experimente a privação da saúde – sua ou de um parente próximo, como um filho, por exemplo – e você verá como é desafiador esperar somente pela graça do Senhor.  

Você perceberá o quanto “a graça é melhor que a vida”. “O vencedor”, porém, “de nenhum modo sofrerá o dano da segunda morte” (Ap 2.11).

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